Na sala de aula um mestre surge
Dividindo as pessoas pela cor das camisas
Azuis e Amarelos, separados pela ignorância
Num experimento cruel do poder
Privilégios aos amarelos, desdém aos azuis
A mentira vestida de verdade absoluta
Carteiras da frente, recreios estendidos
Para os amarelos que o líder julga superiores
Os amarelos, antes relutantes
Abraçam a falsa superioridade
Arrogância cresce, hostilidade floresce
No jardim da intolerância
Domiciano, o professor inconsequente
Separa os alunos da Escola em dois
"amarelófilos" e "azulófilos"
Uma divisão artificial, mas devastadora
Nas redes sociais, nas ruas, nos lares
A discriminação se espalha como praga
Ciência negada, razão esquecida
Pela simples cor da camisa
O ódio cresce, a Escola se parte
Enquanto o mestre observa, satisfeito
Sem perceber o atraso que semeia
No futuro de seus pupilos
Ah, efêmero poder do professor
Que não compreende a lição que deveria ensinar
A união, não a divisão
O amor, não o ódio
As cicatrizes dessa aula perduram
Muito além do tempo da lição
E na Escola Brasil, dividida, aguarda
Se um dia isso irá mudar…
Montanari 19/02/2025