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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mercadante e a falta de Líderes



O renomado Instituto Suíço IMD acaba de publicar o ranking da competitividade das nações de 2009.

Aluísio Mercadante afirmou no seu twiter que iria pedir demissão da liderança do partido, no Senado, em caráter irrevogável, mas volta atrás no dia seguinte.

Segundo o relatório do IMD daqui a mais ou menos 25 anos o Brasil passará a ser reconhecido como um centro de desenvolvimento de tecnologia. Segundo eles, vamos crescer e tornarmos muito mais competitivos...

Apesar de toda a incompetência de nossos políticos? Será que o IMD não subestimou o poder que esta massa amorfa, corrupta e que trabalha somente em prol de si mesma tem de atravancar o crescimento do Brasil?

Este mesmo relatório prevê que o Brasil, por volta de 2020, criará excelentes oportunidades de emprego para Gerentes. Competências nas áreas de marketing, finanças e estratégia serão muito valorizadas pelo mercado.

O IMD está superestimando o crescimento brasileiro ou subestimando a capacidade de nossas escolas de administração de formar rapidamente gerentes e líderes competentes? Escolas de administração não faltam neste pais... Boas escolas?

O IMD é um instituto sério e respeitado. Esta análise levou em conta 329 variáveis. Dados reais e históricos foram levados em consideração nas projeções. De fato, nosso país tem potencial. Infelizmente, desconhecido pela maioria dos brasileiros.

A incompetência de Mercadante em lidar com a situação que tinha nas mãos tem um significado muito maior do que aparenta. Demonstra a falta de liderança desta geração que se submete aos Paulo Duques, aos Sarneys e aos velhos políticos não alinhados com o futuro e com a ética. Jovens promissores, como Aluísio Mercadante, não têm o direito de fracassar com o dever de cumprir o papel de líder. Jovens promissores não têm o direito de se omitir na concretização do nosso crescimento.

Mercadante, você foi uma decepção.

Pelo menos, você servirá como um estudo de caso acadêmico sobre liderança.

Sua hora de agir era aquela e você fraquejou. Aprendemos com exemplos!

LIDERAR É SERVIR.

LIDERAR É FAZER ACONTECER.

Liderar é ajudar seus liderados a crescer e atingir seu potencial. Sua decisão, sua omissão, injustificável, demonstrou que faltam a você os atributos necessários a jovens líderes que o Brasil tanto precisa. Você perdeu o trem da mudança!

Sinceramente, espero que o IMD esteja certo.

Espero que toda esta velha geração de duques e sarneys inúteis e esta nova geração de mercadantes hesitantes, em breve, sejam coisas do passado para que este pais possa se tornar um país de primeiro mundo, em 30 anos...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ghandi, “Pizzaiolos” e Palhaços


A frase de Ghandi diz tudo: “Devemos nos transformar na mudança que queremos ver”.

Nosso esperto presidente e nossos dignos e confiáveis senadores dão a demonstração clara da mudança que querem ver neste país: “Nenhuma”. Afinal de contas quem se lixa para a opinião pública? São tão “volúveis”! Como disse o extremamente crível e imparcial presidente do conselho de ética, senador Paulo Duque.

Cada vez mais me convenço que esta geração, que está no poder, não tem a mínima condição de entender o significado e a extensão da mensagem de Gandhi.

E, pelo jeito que agem, demonstram que a manutenção do “status quo” é o que interessa a eles.

Valores como honestidade, respeito pela vida e pelo direito dos demais se constrói (na família, na Nação, ou em qualquer Instituição) com o exemplo efetivamente praticado pela Liderança (pais, políticos e gestores), a todo instante, haja o que houver!

Como podemos esperar que um filho seja integro se vê diariamente, mesmo em pequenos gestos, o pai não agindo de acordo com sua pregação? Como respeitar um gestor casado que “sai” com sua funcionária? (Se ele trai a esposa e mãe de seus filhos, que garantias temos que não vai trair os funcionários e a empresa?). Como respeitar e aceitar um político que se “lixa” para a opinião pública? Que diz que não tem dinheiro no exterior e o próprio banco diz o contrário? Ou cujo patrimônio cresce assustadoramente, em poucos anos de mandato? Ou aquele que abraça e elogia publicamente o antigo adversário, antes inimigo mortal por ser corrupto?

Fora Sarney e todos os que o apóiam.

Sim! Essa geração de políticos está perdida. Infelizmente, eles são o exemplo da dignidade existente neste país. E nós, o povo, os eleitores, os cidadãos deste Brasil somos apenas “palhaços volúveis” (copiando o linguajar enfático do presidente) que não sabem o que querem e nem sabem demonstrá-lo...