Na quietude solene de uma universidade de prestígio, encontraram-se dois corações jovens.
Ele, da engenharia, percebeu a graça dela no silêncio da biblioteca.
Ela, matemática tímida, trazia nos olhos o brilho da inteligência, e a chama da curiosidade.
Movido por uma coragem impulsionada pelo destino, Ele aproximou-se dela com pretexto:
“Tenho uma dúvida de álgebra, pode me ajudar?”
Devido aquele instante fugaz, descobriram uma afinidade que ia além de números e equações.
Compartilhavam o gosto pelo cinema, o amor pela música clássica: ela, pianista, embalada por Liszt e Chopin, ele: admirador de Beethoven e Bach.
O afeto floresceu veloz, transformando-se em amor ardente e puro.
Ele só precisou de 6 meses para revelar sua ousadia juvenil, e brincou sobre casarem escondido e ela, com surpreendente convicção, disse sim.
Em segredo, com a cumplicidade de dois amigos, uniram-se em matrimônio, desafiando convenções e expectativas.
A lua de mel, modesta, foi tecida de romance e aventura, um presente de um amigo jornalista.
Quase dois anos viveram a doçura do amor clandestino,
o segredo da união.
A revelação veio só para o sogro, para evitar desgaste na família
O casamento na igreja, abençoado pelo Vaticano, foi a celebração pública do amor, unindo famílias e amigos em júbilo.
Por vinte e quatro anos e dez meses, o amor floresceu,
dando ao mundo dois filhos adorados.
Embora ela tenha partido prematuramente, vítima de uma doença implacável, o legado do amor permaneceu indelével.
Esta não é uma narrativa de tristeza, mas um testemunho da força do amor verdadeiro.
É uma ode à coragem de dois jovens, unidos pelo destino, que construíram uma vida de felicidade e cumplicidade.
Minha história é a prova de que o amor, em sua forma mais pura e dedicada, supera todo obstáculo, deixando um legado eterno de memórias preciosas e afeto duradouro.
09/08/2023
(Data que ela faria 70 anos)