Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2026

18-A NATUREZA DA EXISTÊNCIA E A VIDA INTELIGENTE

 

18-A NATUREZA DA EXISTÊNCIA E A VIDA INTELIGENTE


O Universo não nasceu

apenas sempre foi

presença eterna que respira

em fluxos de transformação


Nada se cria

nada se destrói

apenas dança

este ballet cósmico de energia e matéria

Mudando sem cessar. 


Somos elos

nesta cadeia infinita

produto e agente

da transformação contínua

sem propósito final

além de ser meio

para que tudo siga fluindo


A vida inteligente

resultado extraordinário

de eventos improváveis

confluência tão rara

que beira o milagroso


Nosso planeta

oásis azul

no vasto deserto cósmico

palco deste fenômeno

que não sabemos nomear


Surgimos

assim como podemos desaparecer

a mesma força que nos trouxe

pode nos levar de volta

ao estado de matéria inanimada


Não há garantias

apenas o fluxo constante

da mudança


Por isso

a vida inteligente deveria ser vista

com reverência profunda

somos testemunhas

participantes

de um evento cósmico

de extrema raridade


Nossa existência

fruto de probabilidade ínfima

é milagre

no sentido mais profundo da palavra


Deveríamos cultivar

apreciação quase religiosa

pela vida em todas as suas formas

cada manifestação de consciência

cada ser vivo

joia rara

no vasto oceano do cosmos


Venerar a vida

não é apenas gratidão

é reconhecimento

da nossa posição única

e precária

no grande esquema do universo


Somos parte

de um processo universal. 

Testemunhas conscientes 

de um milagre cósmico. 

Nossa responsabilidade: 

honrar e preservar

este extraordinário 

fenômeno da vida.

——————————————-

Do meu ebook/livro : "VISITA INESPERADA e outros POEMAS" a serem lançados em Setembro pela Amazon

Luiz Carlos Montanari

Foto tirada pelo telescópio Hubble- puramente ilustrativa - não fará parte do ebook/livro


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Onde Minha Vida Começou

 


Na quietude solene de uma universidade de prestígio, encontraram-se dois corações jovens.


Ele, da engenharia, percebeu a graça dela no silêncio da biblioteca.

Ela, matemática tímida, trazia nos olhos o brilho da inteligência, e a chama da curiosidade.


Movido por uma coragem impulsionada pelo destino, Ele aproximou-se dela com pretexto:

 “Tenho uma dúvida de álgebra, pode me ajudar?”


Devido aquele instante fugaz, descobriram uma afinidade que ia além de números e equações.

Compartilhavam o gosto pelo cinema, o amor pela música clássica: ela, pianista, embalada por Liszt e Chopin, ele: admirador de Beethoven e Bach.


O afeto floresceu veloz, transformando-se em amor ardente e puro.

Ele só precisou de 6 meses para revelar sua ousadia juvenil,  e brincou sobre casarem escondido e ela, com surpreendente convicção, disse sim.


Em segredo, com a cumplicidade de dois amigos, uniram-se em matrimônio, desafiando convenções e expectativas.

A lua de mel, modesta, foi tecida de romance e aventura, um presente de um amigo jornalista.


Quase dois anos viveram a doçura do amor clandestino,

o segredo da união.

A revelação veio só para o sogro, para evitar desgaste na família


O casamento na igreja, abençoado pelo Vaticano, foi a celebração pública do amor, unindo famílias e amigos em júbilo.

Por vinte e quatro anos e dez meses, o amor floresceu,

dando ao mundo dois filhos adorados.


Embora ela tenha partido prematuramente, vítima de uma doença implacável, o legado do amor permaneceu indelével.

Esta não é uma narrativa de tristeza, mas um testemunho da força do amor verdadeiro.


É uma ode à coragem de dois jovens, unidos pelo destino, que construíram uma vida de felicidade e cumplicidade.


Minha história é a prova de que o amor, em sua forma mais pura e dedicada, supera todo obstáculo, deixando um legado eterno de memórias preciosas e afeto duradouro.

 

09/08/2023

(Data que ela faria 70 anos) 

sábado, 3 de janeiro de 2026

FELIZ ANO NOVO

 SER ATEU



Ateu, liberto-me das amarras da crença

Questiono, penso, duvido sem temor

A ética brota da razão e da empatia

Não preciso de deuses para ser moral


Ah, a vida! Rara, bela, efêmera

Aprecio-a mais do que os crentes na eternidade

Sou parte do cosmos, tentando entendê-lo

Do pó vim, ao pó voltarei, mas que importa?


O presente é tudo, não há outro plano

Vivo o agora com intensidade febril

Grato por pensar, ver, sentir este mundo

Que oportunidade única, que dádiva!


Aceito serenamente o ciclo natural

A morte não me assusta, é só transformação

Sou ateu, sim, e com orgulho o proclamo

Minha filosofia é profunda, ética, admirável


Desafio os estereótipos, os preconceitos tolos

Meu ateísmo é fonte de significado e beleza

Vejo o universo com olhos maravilhados

E nesta existência finita, encontro o infinito.

Montanari


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

O Delicado Equilíbrio



Eu sonho com o hoje e o amanhã,

Um pé no agora, outro no futuro.


Tento buscar o equilíbrio, essa difícil arte

De viver o presente sem medo 

Deixando sementes para o amanhã

Enquanto colho os frutos do agora.


Na minha idade cada dia é um tesouro valioso.

Oportunidade única, que jamais será resgatada.


Não posso ignorar o sol que me toca agora, postergar viagens,

momentos de alegria pela expectativa de um amanhã melhor.

A vida passa num piscar de olhos levando os sonhos não vividos.


Sei que o segredo está no equilíbrio.

Não adiar a felicidade. Não hipotecar o amanhã.


Viver intensamente, sendo grato, honrando cada momento.

Mas também cuidando da saúde, investindo no amanhã.


Montanari

04/11/2025


sábado, 22 de março de 2025

Viver



Vive plenamente quem se liberta,

Explorando novos caminhos a cada amanhecer.

Quem experimenta o desconhecido,

Veste-se de cores ousadas,

E estabelece diálogos com estranhos.


Vive plenamente quem escreve sua própria história,

Sem roteiros pré-definidos.


Vive plenamente quem abraça paixões,

Preferindo o turbilhão de emoções

Ao silêncio monótono solidão.

Quem faz os olhos brilharem,

Transforma bocejos em sorrisos,

E deixa o coração dançar descompassado.


Vive plenamente quem ousa mudar,

Perseguindo sonhos além do horizonte.

Quem ignora conselhos sensatos,

Ao menos uma vez,

Para ouvir os apelos do coração.


Vive plenamente quem viaja,

Quem mergulha em livros,

Quem se embala em melodias,

E encontra graça no próprio reflexo.


Vive plenamente quem nutre o amor-próprio,

E aceita mãos estendidas em apoio.


Vive plenamente quem celebra cada instante,

Encontrando beleza até nas gotas da chuva.


Vive plenamente quem abraça o novo,

Questiona o desconhecido,

E compartilha sabedoria sem reservas.


Vive plenamente quem celebra a vida em sua plenitude,

Consciente de que viver

É mais que apenas respirar.

É um ato de coragem e alegria.


Montanari 22/03/2025