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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Nova Estratégia ou o Caos e Sofrimento

Sem GESTÃO COMPETENTE.
Nenhuma empresa sobrevive.
Nenhum país cresce.
Aqui um resumo de uma aula que dei para meus alunos. 

A vida pós-COVID19 não será nada fácil.

O País não está criando um ambiente favorável ao seu crescimento nem à sobrevivência das empresas. 
PREVEJO MUITO SOFRIMENTO E DOR.

Nosso Presidente não tem capacidade para conduzir o país nesta jornada extremamente complexa rumo a normalidade e muito menos a melhoria da qualidade de vida.

NÃO DÁ PARA ADOTAR AS ESTRATÉGIAS DO PASSADO COMO MUITOS ACREDITAM (inclusive o presidente e muitos gestores). 



domingo, 6 de outubro de 2019

Década perdida... pobre Brasil...

Os dados comprovam... Brasil, país mal administrado, mais uma década perdida.
Nosso crescimento nos últimos 10 anos é uma VERGONHA.
Quando aprenderemos a votar certo?
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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Quando alguém ganha em detrimento de outro, a longo prazo todos perdem.

Vivemos num mundo cada vez mais dividido... 
  


Se as pessoas não se derem conta que devemos defender PRINCÍPIOS, não posições, partido , seita , país , religião estaremos todos perdidos como seres humanos...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Reflexões sobre a Vida e a Morte


Extrato de uma conversa com meu falecido amigo Fernando:

"Nossa Instituição está morrendo.
Infelizmente, muitos de nós não quer acreditar na gravidade da situação.
É o principio do "auto-engano" em ação: sentimos mas não queremos acreditar no que sentimos.

Não estamos vivendo mais uma criseO cenário externo mudou.

Não dá mais para pensar na nossa Instituição olhando para suas qualidades. Posso mencionar dezenas.
Não dá mais para pensar na nossa Instituição olhando para suas deficiências. Posso mencionar dezenas.

Não dá para aceitar que a solução de nossos problemas é de responsabilidade de quem nos criou. Esse momento já passou. 

Estamos entrando em um novo momento das organizações públicas e privadas:  
A era da Efetividade
Nenhuma Instituição ineficiente conseguirá sobreviver.

Alguém em sã  consciência consegue acreditar que daqui a 15 anos estaremos vivos, neste ambiente de mudanças, se nosso modelo mental atual permanecer o mesmo? 

Será possível justificar nossa existência pelo que custamos versus o que oferecemos em troca para a sociedade?

Nenhuma instituição ineficiente sobreviverá neste novo cenário.

Não percebemos a urgência da situação e estamos condenados a definhar e definhar e perder nossa identidade e enfraquecer nossa imagem já desgastada…

O momento de sonhar com nosso crescimento já passou.

Não temos tempo para um novo “me engana que eu gosto”.
Não temos tempo para soluções paliativas, reativas, conservadoras e brigas territoriais.

É preciso reduzir o tamanho, fechar “atividades”, efetuar uma reestruturação radical para reduzir custos.

Prestar serviços de qualidade sem investimentos é impossível. Investir sem uma dolorosa reestruturação  é impossível. 

O QUE ESTAMOS ESPERANDO?
QUE UM MILAGRE ACONTEÇA?
É MELHOR MORRER AOS POUCOS? 

Até quando vamos sobreviver vivendo na decadência? Sem investimentos?  Com atrasos nos pagamentos?

Ou acreditamos que somos responsáveis pela construção da nossa sobrevivência ou morremos procurando um culpado interno e um "salvador da pátria” externo.

A luta pela sobrevivência nunca é indolor.
Sei muito bem o que estou falando”.

Caro Fernando, como sinto falta dos nossos papos…
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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pagar Impostos ou Salários?


Se você tivesse que optar, qual seria sua decisão? Pagar Imposto ou Salário?

Não estou falando de ATRASAR o pagamento de impostos (INSS / IR ) por causa de uma crise sazonal. Estou falando numa situação em que ESTRUTURALMENTE a organização (para sobreviver) precise optar entre pagar SALÁRIOS ou IMPOSTOS?

Imagine uma organização que não paga impostos a 8 anos, não consegue investir em melhorias e continua acreditando que a saída é não pagar impostos para não atrasar os salários?

Numa situação como esta, qual seria a melhor decisão?

FECHAR A ORGANIZAÇÃO !
(Se TODOS os esforços foram feitos para torná-la saudável). 

Uma organização que consome mais do que produz NÃO MERECE existir.
Esta organização está roubando recursos de outras e tornando todo os sistema ineficiente.
NAO EXISTE ALMOÇO GRATIS, ALGUEM SEMPRE PAGA A CONTA.

Nós Brasileiros somos  tolerantes com a ineficiência. 
Nossa renda per capita gira em torno de míseros 12 mil dólares.
Nossa performance no PISA (avaliação estudantil) é vergonhosa.
Nossa ranking no IDH (índice de desenvolvimento humano) é um desastre.

Este país, tão rico em recursos, não avança por causa de sua mentalidade focada no curto prazo.
Esta visão míope, provinciana, partidária, focada no próprio umbigo é nossa sentença de atraso eterno.

Meu amigo, DeLeite, sua visão está errada. 
Sua inflamada oratória em defender o status quo na sua organização a está matando. 
Seu movimento de induzir os trabalhadores contra a nova Diretoria não está ajudando a sobrevivência da sua organização.

O Brasil precisa ser mais produtivo.
Sua empresa precisa ser mais eficiente. Precisa se modernizar. Precisa gerar mais do que custa. Não dá para transferir os custos de sua ineficiência para a comunidade / governo / toda a população.
Sua organização não tem como finalidade a própria existência, custe o que custar.

A pergunta que deveria estar fazendo junto a TODOS os colaboradores é :

"O QUE PODEMOS FAZER COLETIVAMENTE PARA ADEQUAR NOSSA ORGANIZAÇÃO A REALIDADE CUMPRINDO O SEU PAPEL DE AGREGAR VALOR A SOCIEDADE?"

(agregar valor significa gerar mais valor do que consome)

Em minha vida profissional eu vive muitas situações em que brigávamos entre nós, apontando culpados, enquanto o barco afundava lentamente. 

DeLeite, o seu barco está afundando e a água está subindo e incomodando os passageiros. 
Quer você aceite ou não, seu barco não é o único nesta lagoa, nem o melhor… 
Conserte estes furos ou não transportará mais ninguém num futuro próximo…

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domingo, 26 de abril de 2015

Um exemplo a ser copiado: Ensinar para aprender


A Google acredita que  encorajando seus funcionários a se tornarem "professores" acaba criando um ambiente melhor para se trabalhar e mais criativo.

Em 2013, os funcionários deram mais de 2.000 "aulas" para educar seus próprios colegas.

Além dessas "palestras formalizados", os engenheiros do Google criaram um sistema simples de apoio para manter os funcionários felizes.  Os funcionários mais especializados oferecerem-se para se tornarem “conselheiros técnicos”.

Quem participa ensinando também aprende.  Os "professores" melhoraram suas habilidades de escuta, empatia e auto-consciência, tornam-se melhores gestores e até mesmo melhores cônjuges… 

Os funcionários da Google também criaram um programa chamado "Guru" em que os voluntários aconselham os outros funcionários sobre temas específicos, como o aconselhamento de carreira, liderança, vendas e até mesmo como cuidar de filhos…

Segundo a Google treinar uns aos outros, não só poupa dinheiro, mas também cria o espirito de comunidade.

Por incrível que pareça, um grupo de funcionários da extinta fábrica LG-Philips de Capuava adotou um sistema semelhante há 20 anos. Foi uma fase maravilhosa da minha vida profissional. Lá eu vivi o significado de uma gestão realmente participativa. 

Colegas, o que fizemos lá em Capuava, a Google pratica ainda hoje e o mundo reconhece como inovação em gestão! 

Ai se todas as empresas fossem assim…


baseado no artigo de Jillian d'Onfro do Business Insider’s
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Gestor Bom Caráter Dá Melhor Resultado



Segundo artigo publicado na Harvard Business Review edição de Abril:

Empresas cujos gestores foram avaliados como “Bom Caráter” pelos seus funcionários deram um Retorno sobre Investimentos quase 5 vezes maior que os gestores pior avaliados neste quesito.

Os 4 traços avaliados que definem o caráter foram: INTEGRIDADE, RESPONSABILIDADE, EMPATIA e COMPAIXÃO

Os gestores melhor avaliados foram considerados pessoas:
  1. que se posicionam pelo que é certo, 
  2. expressam preocupação com o bem comum, 
  3. praticam empatia firme, 
  4. expressam o desejo de deixar um mundo melhor do que encontraram.


Os gestores, pior avaliados, eram vistos como:
  1. focados em si mesmos,
  2. manipuladores da verdade para benefício próprio,
  3. mais preocupados com seus próprios resultados financeiros,
  4. mentirosos. Não cumprem o que prometem.


MORAL DA HISTÓRIA:

  • O papel de um gestor é dar bons resultados.

  • Para dar resultados o gestor precisa SER e PARECER para sua ORGANIZAÇÃO como uma pessoa INTEGRA, RESPONSÁVEL, EMPÁTICA e que tenha COMPAIXÃO.

  • Gestor Bom Caráter é 5 vezes mais eficiente


Será que se nossos políticos fossem considerados como ÍNTEGROS, RESPONSÁVEIS e EMPÁTICOS pela população o PIB do Brasil seria mais alto?

Será que a ineficiência da política brasileira é um fato porque estes 4 princípios morais estão em baixa por aqui?

OBS.:
Esta pesquisa foi feita em 84 organizações americanas pela empresa de consultoria KRW. 


Eles analisaram cerca de 500 comportamentos e características encontradas em todas as sociedades humanas. Destas, eles escolheram 4 princípios morais - integridade, responsabilidade, empatia e compaixão - tidas como universais. 
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Nova Zelândia: O paraíso na Terra


Da mesma forma que existem empresas excepcionalmente boas para se trabalhar,
existem países excepcionalmente bons para se viver.

Eu tive a felicidade de trabalhar numa empresa top queme marcou muito. 
Deixou claro para mim o que é possível se conseguir em função de uma boa gestão.

Acabei de retornar da Nova Zelândia.
Dos mais de 30 países que conheço, este é o que mais me tocou.
Amei.
É o paraíso na Terra.

Sempre me pergunto:
Por que tanta diferença?
Por que algumas empresas são tão medíocres e outras tão excepcionais?
Por que alguns países são tão bons para se viver e outros tão medíocres.

A resposta, invariavelmente é sempre a mesma:
“Boas organizações são construções de seus participantes”. 
“Bons países não nasceram bons. Foram construídos pelos seus habitantes”.

A Nova Zelândia é um exemplo disto.
Nunca encontrei um povo tão amigável e tão preocupado em fazer bem as coisas.
Viajamos quase 6.000 km de triciclo.
Foram 26 dias rodando o país. 
Conhecemos a ilha Norte e a Ilha Sul. 
Cruzamos muitas vezes do leste para o oeste num zigzag aparentemente ilógico.
Ficamos hospedados em B&B excepcionalmente humanos, em bons hotéis e até num motel.

Em todos os contatos que tivemos, seja nos postos de gasolina, nos restaurantes, nos alojamentos e nas lojas sentimos (o verbo está correto: sentimos) o  profissionalismo e a atenção pessoal, personalizada, dada ao cliente.

Praticamente todas as estradas que percorremos são de mão dupla.
Pavimentação excelente.
O acostamento praticamente não existe:  30 cm.
Velocidade máxima nas estradas é de 100 km e nas cidades de 50 km.
Poucos pontos de ultrapassagem. 
Muitas e muitas vezes você encontra na estrada pontes onde passa 1 veículo por vez. 
Apesar disto, por incrível que pareça, EXISTE RESPEITO NO TRÂNSITO e muito menos acidentes do que aqui.

O IDH é alto. 
7o melhor do mundo.
O que significa: educação, saúde e alto padrão de vida. 

Por que eles conseguem essa performance tão alta?

Chegaremos lá algum dia?
Nunca!
Se continuarmos com políticos e líderes corruptos e incompetentes.  
Eleitos por nós!
Se continuarmos acreditando que não somos os responsáveis pelo país que vivemos!
Infelizmente continuamos dormindo em berço esplendido!

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Alguém está sentado neste banco?






Nos dias atuais, mais do que nunca, precisamos de:

1- PORTO SEGURO
2 - CONFIDENTE

PORTO SEGURO é um lugar físico onde possa refletir sobre sua jornada, consertar os danos psicológicos que sofreu, renovar o estoque de recursos emocionais e recalibrar sua bússola moral.

CONFIDENTE é alguém com que possa falar sobre o que está se passando no seu coração e na sua cabeça sem medo de ser julgado ou traído.  
Obs.: Não confundir confidente com aliado. 
Confidente normalmente é alguém que NÃO trabalha com você.

Infelizmente, poucas pessoas tem a felicidade de encontrar “seu  porto seguro" e “seu  confidente"…
Consequência: stress e pior desempenho na vida profissional.

Coragem!


Obs.: recomendação dos professores de Harvard: Heiftetz e Linsky
          foto: Montanari - Local: Savonllina - Finlandia 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Somos todos iguais?

O que nos torna “Humanos”?

Na história do desenvolvimento do Homem saímos do estágio primitivo, o “Animal”, no qual as únicas preocupações eram sobreviver e reproduzir, para o estágio dito “Humano”.

Neste processo de evolução passamos a nos preocupar, também, com o bem estar de outras pessoas e do meio ambiente.

No passado, não tínhamos escolha. Todas as nossas AÇÕES, reações na verdade, eram focadas no aqui e agora. Nossa imaginação, nossa capacidade de visualizar alem da experiência e da realidade atual eram praticamente nulas. Estávamos presos. Os acontecimentos do presente eram tão opressivos para a nossa capacidade intelectual que só éramos capazes de REAGIR. Visualizar a situação geral, relacionar os fatos e entender que fazemos parte de um sistema complexo e interdependente era impossível para nossa mente subdesenvolvida.

Nossa consciência moral era nula. O mundo era nós, para nós. O bem e o mal, o respeito à integridade e ao direito do outro eram conceitos abstratos demais para serem praticados.

Não tínhamos, ainda, desenvolvido a capacidade de compreender nossas próprias emoções e motivações.

Valores? Que valores possuíamos, se nossa autoconsciência era nula?

Não tínhamos a capacidade de escolher livremente. Não agíamos, simplesmente reagíamos aos estímulos externos.

Neste estágio da evolução ÉRAMOS “ANIMAIS”. Não podíamos ser classificados como “HUMANOS”.

Não existe uma escala para avaliar o grau do desenvolvimento do “HUMANO” nas pessoas. Entretanto, analisando o comportamento atual das pessoas constatamos que NÃO SOMOS TODOS IGUAIS.

Em pleno século XXI existem muitas pessoas retardadas no seu desenvolvimento. Não conseguem compreender o significado da vida, não se sensibilizam com os problemas de outros, só conseguem enxergar a si mesmo. Cometem atrocidades embalados pela ignorância e pelo sub-desenvolvimento.

Eles não estão cientes do que fazem... estão mais para “Animais” do que “Humanos”.

A punição acelera o desenvolvimento do comportamento “Humano”?

A solução está na Educação e na melhoria das condições de vida da população. O problema é que muitas vezes, os responsáveis pela Gestão Pública não são tão “Humanos” para entender as responsabilidades da sua missão.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cocô de cachorro, banheiro público e o IDH. Insensatez?


Tive um sonho.

Sonhei que o país era dirigido por "brasileiros de coração", não por oportunistas, vivaldinos e bandidos de plantão.

O presidente, os governadores, os senadores, os deputados, os prefeitos, os vereadores eram todos pessoas bem intencionadas e tinham somente um objetivo em mente: "Transformar o Brasil no melhor lugar da Terra para se viver". Alinhamento total. Sem conflitos políticos no entendimento da missão deles de "servidores" do povo brasileiro.

O principal indicador de performance do país era o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano. "Qualidade de Vida é o que importa". Toda criança, todo funcionário público, todo cidadão, se indagados, dariam a mesma resposta: "Estamos trabalhando para que o Brasil passe do 75o lugar no ranking mundial do IDH para o 1o lugar. Em apenas 20 anos!"

Todas as metas ligadas a Educação, Longevidade e Renda per Capita eram conhecidas e acompanhadas por toda a população. Todo cidadão sabia que tinha que fazer sua parte. Aqueles que não estavam alinhados eram rejeitados pela comunidade. Político oportunista ou incompetente era banido pelo próprio partido. A tolerância com a corrupção, com a criminalidade e com a cultura da mediocridade chegara ao fim.

O País do "jeitinho", O país da "Lei de Gerson", o país do "carnaval, do futebol e das mulheres de bunda fora", o país do "enriquecimento ilícito", o país das "igrejas caça-níqueis", o país do "me engana que eu gosto" estava fadado a dar lugar ao país que é "o paraíso na Terra".

Durante o sonho, comparações com outros países foi inevitável. O sonho virou um pesadelo.

Na Suíça encontrei praças públicas que tinham, a disposição das pessoas que passeavam com seus cachorros, sacos plásticos pendurados. O cachorro fazia cocô, o saco estava logo ali. Não há desculpas para não recolhê-lo.

No Canadá eu vi, num banheiro público, de rua, um cidadão enxugando a pia depois de lavar as mãos. A cultura dominante era: "Deixe como você encontrou, limpo! Outros irão usar este serviço".

Em vários países da Europa, encontrei, em todos os pontos de ônibus, o horário de chegada e saída, que era respeitado!

Na maior parte da Holanda, as casas não tinham muros, os jardins eram bem cuidados e a população não vivia com medo de ser assaltada a noite nos semáforos .

Na Suécia, o ciclo básico era de 9 anos, como o nosso, a diferença era que lá as crianças aprendiam e falavam inglês de verdade.

Na Universidade de Chicago, entrei numa sala enorme, vazia e que só tinha quadros na parede. Olhando mais de perto me dei conta que eram fotos de 73 professores, pesquisadores que por lá passaram e que tinham ganho o prêmio Nobel. (Isto só até o ano 2000). E no Brasil, nenhum prêmio Nobel, sala estava vazia, sem quadros na parede!!!

No Japão, assisti um documentário que relatava a ocorrência de 1 crime por semana. No Brasil 1 crime a cada 20 minutos... Lá 90% dos homicídios são solucionados, aqui menos de 5%... O comentarista disse com um sorriso nos lábios: "O país da impunidade tem como meta ser o 1o no ranking do IDH em 20 anos. Impossível... em 50 anos não estarão nem entre os 10 primeiros..."

Na Inglaterra, um menino de 14 anos comete um crime e vai para a cadeia como se fosse um adulto. Por aqui, um adolescente de 17 anos mata a vontade... Logo será liberado com a ficha limpa.

Acordei assustado e muito triste.

Por que razão não conseguimos acreditar que podemos mudar nossa realidade?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Boas organizações são criações de seus participantes

Foram 13 dias caminhando.

Partimos de Pieterburen até chegarmos a Vorden. Fizemos 232 Km da trilha “Pieterpad”, que cruza a Holanda de Norte a Sul.

Todos as noites dormíamos em casas de famílias que destinam um ou dois quartos para quem faz esta trilha (tipo Bread & Breakfast para caminhantes). São acomodações cadastradas que você encontra no Guia de 163 páginas publicado pela Nivon. (infelizmente disponível somente em Holandês).

Na Holanda existem 40 Trilhas oficiais de Longa Distância (Lange Afstande Wandelpad, abreviação: LAW), sinalizadas, com guias ilustrados onde você encontra mapa por trecho, informações de cada região, endereço de acomodação etc.

Uma das maravilhas do primeiro mundo...

Caminhar na Holanda é uma maravilha: O país é plano, praticamente 30% fica abaixo do nível do mar. As trilhas são bem sinalizadas, mas você pode se perder se não ficar atento, principalmente nos pontos onde diferentes trilhas se cruzam. É muito seguro, as pessoas são atenciosas, a paisagem é linda, mesmo quando você cruza cidades. O ponto alto é a acomodação. Você dormirá, na maioria das vezes, em casas de aposentados cujos filhos se casaram e um ou dois quartos ficaram disponíveis. Eles adaptam a casa para receber “peregrinos”. O café da manhã é sempre muito bom e mais uma oportunidade de interação.

Em Hellendorn ficamos hospedados na casa de um casal supersimpático. Ele, nos “velhos” tempos era motoqueiro e adorava viajar. Eu disse que tinha um triciclo. Foi o começo de um longo papo que resultou num telefonema para o filho, que morava numa cidade vizinha, trazer sua moto para eu dar uma volta...

Em Schoonloo, quando cruzávamos uma fazenda, vi um avião da segunda guerra estacionado em frente de um casarão. Parei para conversar com o dono. Além de café com bolo, ganhei o direito de entrar no cockpit do avião tirar uma foto...

Numa outra cidade, fomos convidados a subir no telhado da casa para apreciar a vista da cidade...

Renda per capita, por si só, não é um bom indicador da qualidade de vida. Desenvolvimento de um povo e qualidade de vida de sua população incluem valores não mensuráveis como respeito e confiança no ser humano, cultura, amor ao trabalho, dignidade nas relações.

Em uma das casas que ficamos hospedados, ouvi um ditado que teve um impacto muito grande na minha maneira de ver as Instituições:

“Deus criou o mundo, nós, os Holandeses, criamos a Holanda”.

Ele tem toda razão.

Boas empresas (como ‘bons’ países) não acontecem por acaso.

São criações de seus participantes.

Parabéns a todas instituições cujos participantes, intencionalmente, trabalham para criar um ambiente melhor. Este é o caminho.

Participar. Sentir-se responsável.

Algumas fotos da nossa jornada: http://www.youtube.com/watch?v=ZIuSggOWnMg

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os pássaros, a Liderança e a Evolução Institucional


Fernando voltou. Ficou 42 dias acampado em Jordão na Amazônia. Segundo ele, o objetivo “desta extravagância” foi o de vivenciar as convicções sobre o aprendizado do zoólogo Allan Wilson.

Para ser sincero, acredito que inventou uma boa desculpa para ficar tanto tempo pescando... De qualquer forma, a experiência que compartilhou conosco foi excepcional.

Apesar de tanta gente ainda acreditar na teoria criacionista (mas isto é outra história, veja “Deus, um delírio”, de Richard Dawkins), os seres vivos evoluem.

Tudo se passa como se possuíssem uma espécie de “relógio genético” inserido nos seus genes. Claro que nós, humanos, somos a espécie do “relógio” mais rápido.

Sabe qual é a segunda espécie mais evoluída?

A dos pássaros canoros!

Sim, esta espécie de pássaro teve uma evolução muito mais rápida do que prega a teoria tradicional: “as mudanças só ocorrem entre gerações, na medida em que as espécies bem-sucedidas se reproduzem com mais freqüência e a nova geração leva a frente os novos genes mais bem-sucedidos”.

Allan Wilson demonstrou que o comportamento daquela espécie, e não as mudanças ambientais, era a principal força propulsora da evolução !!!

Fernando, pescando e meditando ou meditando e pescando, fez uma associação muito interessante entre “ecologia” e “a liderança nas instituições”.

Se o objetivo é evoluir e crescer, as instituições precisam adotar um “comportamento” adequado!

O relógio da evolução depende mais do “comportamento institucional interno” do que do “meio ambiente”. Sem liderança visionária nenhuma instituição (empresa, universidade ou mesmo uma cidade) evolui.

Segundo, Fernando (plagiando Wilson), as instituições com relógio acelerado possuem 3 características:

1) Inovação: a capacidade ou potencial de inventar novos comportamentos, de desenvolver novas habilidades que lhes permitam explorar melhor o ambiente que vivem.

2) Propagação social: Toda instituição tem inovadores. A liderança precisa criar condições propicias para que haja uma comunicação, transmissão efetiva para toda a comunidade.

3) Mobilidade: A liderança precisa criar condições para que os indivíduos tenham a capacidade de se movimentar e fazer uso das novas habilidades. A forma mais efetiva disto ocorrer é o desenvolvimento do trabalho em equipes. O pensamento e o comportamento territorial é o maior símbolo do primitivismo institucional. É a opção pelo relógio que leva a extinção.

QUEM DISSE QUE PESCAR NÃO AJUDA A CLAREAR AS IDÉIAS?

domingo, 9 de agosto de 2009

Nós também podemos?

Adaptação do discurso de Obama de 05/11/2008 para nossa situação

“O que os cínicos não entendem é que o chão IRÁ SE MOVER SOB sob eles...

... As discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais.

PRECISAMOS proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política...

... Ainda somos uma nação jovem...

... Nossa jornada de tomar atalhos ou de nos conformar com menos PRECISA ACABAR...

... Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante ESTE SONHO, essa ideia nobre DE JUSTIÇA, DE ÉTICA E COMPETÊNCIA NA GESTÃO PÚBLICA...

Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que NENHUM OUTRO.

Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado.

Nossa capacidade É MUITO MAIOR DO QUE A MAIORIA DOS BRASILEIROS IMAGINA.

Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou.

... PRECISANOS nos ERGUER, sacudir a poeira e começar o trabalho de refazer O BRASIL....

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Líderes mediocres e a chuva

Chove, lá fora (como diria Fernando Pessoa)...

“Ótimo momento para reflexão”, digo a Walter e Fernando (o outro) ao pedir mais uma rodada de cerveja.

“É verdade”, suspira Walter, recém chegado dos States. “Estou de chefe novo. O cara é um texano boa gente, bonachão, gosta de olhar para a b... da mulherada, até parece brasileiro, mas como líder é mediocre. Prega gestão participativa, mas não tem noção do que fala. Não está percebendo o dano que vem causando no moral dos funcionários. Tentei conversar com ele o que eu entendia por gestão participativa. Indiquei a leitura de “A Stake in the Outcome”, “Leadership is an Art”, “Content Cow Gives Better Milk”. Vocês sabem, nosso be-a-bá… “

Após uma pequena pausa para molhar a garganta, continua o desabafo: “Falei sobre a importancia de todos os funcionários conhecerem os resultados financeiros da empresa, do “Glass Wall Management”, da implantação do “Business Balanced Scorecard”, cheguei a sugerir uma visita a Google e a Harley que fica a menos de 100Km de nossa empresa... Sabe o que ele fez? Me interrompeu dizendo que iria pensar no assunto e eu deveria sair, pois ele tinha uma reunião em 5 minutos.

No dia seguinte fui chamado no RH para falar com o gerente, um advogado que entende tudo de leis, mas nada de gestão. Ele LEU para mim, repito LEU 3 folhas de recomendações e disse que estava preocupado com ‘minha segurança’ “.

“O que você respondeu?”, fui logo perguntando, pois sabia do estilo pavio curto do meu amigo.

“Eu pensei na sua famosa frase: ‘Coragem, colega’ e escutei cabisbaixo, como se tivessem me intimidado. Eles gostam disto, de sentirem-se superiores... Vi que não valia a pena qualquer resposta, eles não tinham condições de entender... Quero continuar em Chicago. Esta gestão não vai durar muito... Vou ficar na minha... Antecipei minhas férias e, cá estou!”

Rimos e brindamos a isto como 3 adolecentes despreocupados e admiradores que somos de Bias, o filósofo: “Carrego comigo todos os meus bens!”

“Abaixo a mediocridade, com chuva ou sem chuva!”.

“Garçon, por favor, mais rodada...”

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Banheiro público: indicador para avaliar desenvolvimento


Tive a oportunidade de visitar muitas empresas.
Para validar minhas conclusões sobre a Qualidade da Gestão, desenvolvi o que considerava na época, 2 excelentes indicadores : o "Banheiro" e o "Restaurante".
Reconheço que há 20 ou mesmo 10 anos atrás, estes indicadores eram muito mais relevantes para refletir a "Mentalidade Gerencial". 
Boas empresas ofereciam banheiros e restaurantes dignos para os funcionários da base da pirâmide ("peãozada"). 
Felizmente, evoluímos muito.
Já não encontramos, com tanta frequência, contrastes gritantes entre banheiros (e restaurantes) do "staff" e da "operação".
Se eu fosse criar um indicador hoje para avaliar a Qualidade da Gestão, eu usaria o "sorriso". Sim, o "sorriso". Nas empresas "bem" administradas, os colaboradores são mais felizes, sorriem mais... Bem, este é tema para outra reflexão...
Estou pensando agora como os banheiros públicos refletem o estágio de desenvolvimento de um povo. 
Em Julho,  estive em Jasper, o maior Parque Nacional do Canadá e constatei a preocupação dos usuários do banheiro público, que fica na principal avenida da cidade, em deixá-lo nas mesmas boas condições que o encontraram. Vi usuários secando a pia, depois de lavar o rosto e as mãos (como normalmente fazemos nos banheiros dos aviões). 
Essa atitude me fez refletir como precisamos evoluir no trato do coletivo.
Depredamos escolas, orelhões, elevadores, pontos de ônibus, bancos de praça entre tantas outras coisas de uso comum... jogamos lixo nas ruas pelas janelas dos carros com tanta naturalidade... 
Não aprendemos a enxergar outros. 
Estamos ainda na primeira infância do crescimento social...
Será que daqui há 20 anos estarei comentando como o respeito e a gestão do coletivo tiveram um evolução impressionante?