O vento no rosto
A chuva tocando na pele
O azul do céu se desdobrando
Novas paisagens a cada curva
O som... ah, o som da máquina
Vibrando promessas de liberdade
A estrada ficando para trás
6.284 km de redescoberta
Aos 63, o coração ainda jovem
Pulsando com a adrenalina do desconhecido
Campos floridos dançando ao vento
Lagos tranquilos espelhando nossos sorrisos
Estradas desertas que nos pertenciam
Só nós dois e a Nova Zelândia inteira
O triciclo, máquina fantástica
Carregando sonhos e dois aventureiros
Cada parada, um novo despertar
Cada amanhecer, uma página em branco
O silêncio das montanhas
O sussurro dos vales
A cumplicidade de quem divide
A mesma sede de viver
Um novo amanhã
Porque viver é isso:
Sentir que ainda há estradas
Esperando por nós
Montanari