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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Vazio existencial e causas perdidas


O ser humano precisa 
acreditar em algo,
ter uma causa para lutar,
para encher o vazio da sua existência. 

Por causa disto
pessoas são manipuladas
por religiões 
ou por partidos de extrema esquerda
ou por partidos de extrema direita
ou pela necessidade do consumismo fútil.

Muitos acabam se transformando,
(sem saber) 
em massa de manobra,
bucha de canhão,
soldados da causa alheia.

Para a humanidade se desenvolver
não precisa 
encontrar um deus,
ou uma religião,
ou se identificar com um partido,
ou uma classe social.

A paz
só acontecerá
quando encontrarem a si mesmas.

ENQUANTO NÃO ENTENDEREM 
O SIGNIFICADO DA VIDA
pessoas continuarão espancando o diferente, o adversário, o inimigo,

SE NÃO SE ENCONTRAREM
pessoas continuarão matando por um credo religioso ou politico


ou simplesmente, vivendo alienadas…  
..
.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Viajante solitário



"Eu sou verdadeiramente um "viajante solitário" que nunca pertenceu ao meu país, minha casa, meus amigos, ou minha família com todo o meu coração apesar de todos os laços… eu nunca perdi um senso de distância e uma necessidade de solidão - sentimentos que aumentam com os anos" .


Einstein 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O câncer, o relógio e a bússola

A notícia foi bombástica: minha amiga, L, está com câncer no estômago e se prepara para a 2a sessão de quimio no Sírio...

A informação, no primeiro momento, me causou uma profunda tristeza. Pensei no sofrimento que ela, o marido e o filho de 8 anos estão vivenciando. O tratamento é longo, doloroso e introspectivo. Felizmente, L é uma lutadora, tem muita força de vontade e não se deixa abater por qualquer coisa. Nesta situação, a vontade de vencer e de superar o problema são os outros 50% da cura. Motivos para lutar não faltam para L ... Como diria, Frankl, "quem tem um porquê, enfrenta qualquer como".

Depois, do primeiro choque, egoisticamente pensei em mim. Estou sendo guiado pelo relógio, cumprindo obrigações e deixando novamente a rotina ditar meus passos? Vou acordar um dia, mais enrugado ou doente e descobrir que deixei de fazer o que realmente poderia ter feito? Estou me desviando do meu norte verdadeiro?

Há alguns anos tomei consciência que a alegria está na jornada: Não existe ponto de chegada! Como disse Covey, a Bússola, e não o Relógio, deve direcionar nosso caminho. Sou grato por poder ter feito esta opção para definir minhas prioridades. Minha bagagem pessoal ficou mais leve, me livrei da ilusão do poder, de sentimentos menores e da insônia... porém, a inesperada situação de L me despertou para uma realidade que tenho medo de enfrentar neste trecho da jornada... a consciência do privilégio que é estar aqui e perceber a preciosidade que é poder sentir prazer em ver o azul do céu, a consciência do privilégio que é ter a capacidade de se emocionar até as lágrimas com Mozart, de poder andar de triciclo, sem compromisso, numa manhã de sol com quem se ama, me tornaram ainda mais apegado ao caminho... sei que vale a pena lutar. Por isto, L, estou torcendo por você.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Minha vida era uma roda viva

Fernando está 10kg mais magro, bronzeado, barbudo e feliz... "O tempo em São João do Carú passa lentamente. Até consigo admirar o azul do céu ... Finalmente tenho controle de minha vida. Nada de chefes, telefonemas, bolsa de valores... Descobri o significado do 'aqui e agora' e do 'no stress´".

Covey disse que as 4 necessidades humanas são: Viver, Amar, Aprender e Deixar um legado. Acredito que Fernando está em busca da satisfação da 4a necessidade.

Citou Bernard Shaw para justificar sua reclusão no interior do Maranhão: "Só quero morrer depois de ter dado o máximo de mim. Quanto mais me empenhar, mais viverei. O que me dá prazer na vida é a própria vida. A vida não é uma vela efêmera. É uma espécie de tocha suntuosa que herdei para conduzi-la e quero mantê-la o mais radiante possível..."

Este é o Fernando que sempre conheci. Sinto saudades suas meu amigo. Foram dois minutos de conversa que encheram meu dia de alegria.

Ah, se todas as velas brilhassem...