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terça-feira, 11 de junho de 2013

Fazer o bem, faz bem




O convite chegou pelo correio.
Festa de aniversário da minha amiga D.
Ela é uma pessoa muito especial: grande parte do seu tempo é dedicado a outros.
No próprio aniversário não dava para ser diferente.
“Presente? Prá que? Tenho tudo que preciso...”

Que gesto bonito.
Por que não o imitamos pelo menos uma vez em nossas vidas?
Por que não passar o exemplo para nossos filhos?

Dedicar parte de nosso tempo e esforço à comunidade é um requisito importante. 
Fazer o bem, faz bem!

Em muitas Universidades Americanas, os candidatos que  prestam serviço voluntário tem uns pontinhos a mais no processo de admissão.
A Academia sinaliza que pensar nos outros é uma característica desejável para futuros executivos.

Com criatividade e boa vontade todos podem contribuir com boas causas.
Fica aqui meus parabéns para minha amiga D.
Que seu gesto seja imitado.

domingo, 24 de abril de 2011

A Eutanásia e a Dignidade Humana


Ontem, na Kalunga, depois de muitos anos encontrei Lucia, uma velha amiga, enfermeira aposentada, cristã com C maiúsculo. Depois de um longo abraço digno da família Silva e das falas óbvias de anos sem contato, ela solta: “Ainda é tarado por um chopp escuro?”. Acenei positivamente com a cabeça, supresso com a pergunta fora do contexto. Sem pestanejar, ela me puxa pelo braço, deixo as compras na gondola e lá vamos nós, brindar o acaso...

Lucia é uma pessoa simpática, divertida, de bem com a vida, uma Polyanna dos tempos modernos... Atualmente está servindo de cuidadora (trabalho voluntário) de um idoso com câncer que teve AVC e está há mais 6 meses de cama. Fiquei chocado com as coisas que me contou. Dar banho, limpar, trocar a fralda, passar pomada nas feridas, conversar e tentar animar quem já desistiu de viver... “Como você consegue manter este astral tão prá cima?”

Eu e Lucia temos crenças radicalmente diferentes. Sou Ateu e ela Cristã, ambos de fé inquestionável em suas crenças, mas, sempre respeitamos este abismo entre nossa forma de entender a vida. A química que nos faz sentir tão bem um com o outro está, quem sabe, por sentirmos lá no fundo que somos pessoas “humanas” e “dignas”...

Eu admiro o que ela faz. Eu não conseguiria fazê-lo... Não julgo porque o faz!

Muito tempo será necessário ainda para que a lei permita que as pessoas tenham o direito de escolher como e quando terminar com seu sofrimento. Valores, sempre soube, são determinantes e o grande direcionador das ações humanas!

Depois de compartilhar 3 chopps, muita história do passado e sonhos para o futuro, nos despedimos com a emoção de quem não mais verá o outro por mais um longo tempo.

Volto para comprar o papel A4 e os cartuchos para a impressora e na fila do caixa escuto uma voz conhecida: “Monta, você por aqui! Ah, quanto tempo, heim? E a vida?...”

Era o Marcio, um velho amigo dos tempos da Philips!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ajudar faz bem!

Em 1992, um grupo de alunos do curso de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Chicago, fundou o que chamaram “Giving Something Back”, uma entidade preocupada em engajar alunos, deste curso, em atividades de serviço comunitário e voluntariado. A proposta era “doar algo para a comunidade como forma de retribuição pelo privilégio de estudarem nesta Universidade”.

Esta entidade tem hoje mais de 20 projetos e 200 membros ativos.

Os projetos vão desde, arrecadar fundos para financiar bolsas de estudo, ajudar na construção de casas para trabalhadores de baixa renda, preparar jantares para famílias pobres com pessoas internadas em hospitais, visitar e doar brinquedos para crianças carentes hospitalizadas, dar palestras para alunos de escolas de comunidades pobres entre outros.

O trabalho está muito bem estruturado e acontece ao longo do ano todo.  Sou testemunha que funciona e muito bem: Um colega de classe, em 1996 deu uma palestra interessante numa escola pública da periferia pobre de Chicago. Ele contou a história da sua vida. Como conseguiu, trabalhando "part-time" num cassino, se formar e concluir o mestrado. A intenção era mostrar para aqueles alunos que, apesar do ambiente que viviam, era possível ficar livre das drogas, se graduar e conquistar um excelente emprego.

Nossos alunos, principalmente os das Universidades Públicas, deveriam seguir este exemplo.

Num país como o nosso é um privilégio estudar numa escola pública (sustentada pela comunidade). Principalmente, porque, na maioria das vezes, os alunos destas universidades têm um padrão social e econômico acima da média nacional.

Infelizmente, nem tragédias como a de Santa Catarina despertam a consciência de muitos brasileiros para a necessidade de agir, prestar serviço comunitário, ser voluntário... 

Assistir pela TV e chorar com as imagens da tragédia não é o suficiente. Estas lágrimas não tornam ninguém mais humano!

Ajudar faz bem e é necessário para se construir um País desenvolvido.