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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O poder da ilusão




Aos 10 anos eu fazia um experimento para minha alma  sair do meu corpo.
Me deitava de comprido, braços estendidos, músculos totalmente relaxados e olhos fechados pensando em nada… focado na minha respiração e tentando só sentir as batidas do coração.
Com o relaxamento, após alguns minutos eu sentia que começava a flutuar. Acreditava que era a alma saindo do corpo.
57 anos depois repito a experiência outrora realizada dezenas de vezes.
Consigo ficar completamente relaxado, entretanto, talvez pela consciência que não exista alma, o corpo não fica mais leve.
Não o sinto flutuar como na infância…
Muitas vezes, a ilusão é mais poderosa do que a realidade…
Infelizmente, esse poder pode causar danos…
Hoje sinto que a humanidade ainda está na sua infância… Ainda sofremos da ilusão limitante do nacionalismo, da fé em religiões autocentradas, do status do poder e da crença em recursos naturais ilimitados…

Quem sabe, daqui a 57 anos, alguém escreva em algum blog que a humanidade se livrou do poder da ilusão limitante da sua infância…

sábado, 14 de março de 2015

Produtividade do trabalhador Brasileiro perdendo terreno



Estamos caminhando para frente, PORÉM MUITO MAIS DEVAGAR DO QUE OUTROS PAÍSES.

Nossos governantes precisam parar de olhar somente para o próprio umbigo.
Precisam parar de olhar o que fizeram de melhor em relação ao partido adversário e passar a comparar suas realizações com o que acontece lá fora.


Dados do Conference Board (https://www.conference-board.org)  mostram que a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu apenas 5,6% entre 1980 e 2013.
Na China, subiu mais de 800% no mesmo período. 
A produtividade brasileira se caiu em relação à de outros países. 

Em 1980, o trabalhador brasileiro produzia o equivalente a 31% do trabalhador americano. 
No ano de 2013, produziu menos de 20%. 
A grande perda foi em relação ao trabalhador Chines !!!!
Vejam no gráfico !!!!

A produtividade é calculada pelo valor agregado na manufatura dividido pelo total de horas trabalhadas na produção. 
Ele mede o quanto efetivamente horas de trabalho são convertidos em valor. 

O aumento na produtividade do trabalho indica que a  força de trabalho do país está se tornando mais eficiente.

Infelizmente, devido a educação e ao baixo investimento em tecnologia e infraestrutura estamos perdendo terreno.

Pode ter certeza, isto afetará a vida de todos nós…
Para reverter esta situação precisamos de mudar muito, mas muito mesmo. 

A começar por nossos valores, nosso jeitinho provinciano de ver o mundo, de fazer política e achar que no fim dá tudo certo!


Sem trabalho duro e consciente, o desenvolvimento neste país só existirá na cabeça de quem não enxerga um palmo a frente do nariz.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Casca de amendoim atrasa o Desenvolvimento do Brasil

Fernando me contou que participou, em Mogi das Cruzes, de uma competição de natação onde estavam presentes alguns atletas da Universidade do Texas.

“Eu era um jovem ignorante e não sabia...”.

“Ao observar um americano comendo amendoim e colocando as cascas no bolso do blusão, eu pensei comigo mesmo: Este cara deve ser louco. Porque não joga no chão? Tá sujo, mesmo... tem até resto de sanduiche na arquibancada, que diferença faz uma casca de amendoim a mais?”.

“...Este evento marcou minha vida para sempre. Hoje, depois de 40 anos, ainda vejo o americano guardando as cascas no bolso do agasalho e depois da competição, jogando as na lata do lixo...”

“Aquela cena foi o meu despertar para o significado de cidadania. Acabou com minha arrogância tupiniquim... Senti-me cidadão de um país subdesenvolvido”.

Fernando, infelizmente, não mudamos muito! Continuamos um país de ignorantes que continuam jogando “cascas de amendoim no chão” por que todo mundo faz isto...

“Se eles podem, porque eu também não posso?”.

Esta nossa visão subdesenvolvida de que uma “casca de amendoim” não significa nada perante o “lixo que vemos espalhado pelas nossas instituições” gera acontecimentos como jovens parando em vaga de idoso, políticos fraudando licitações como em Dourados, panetones do Arruda, Mensalão do PT, quebra do sigilo dos dados da Receita, gastos absurdos com horas-extras pelo Congresso, eleitor alienado votando em tiriricas...

Convivemos com tanto “lixo” que acreditamos que nos tornaremos um país desenvolvido, mesmo praticando o princípio que uma “casca de amendoim a mais, num chão sujo, não muda nada...”.

Acorda Brasil.

Tá na hora de remover o entulho criado pelo nosso próprio voto.

Não podemos continuar dormindo eternamente... O berço é esplendido, mas está poluído, imundo, nojento, por nossa causa...

domingo, 1 de novembro de 2009

O preconceito e o desenvolvimento


Não se iluda. O futuro será bem diferente.

Daqui a 50 anos, cenas atuais da violência urbana do Rio serão vistas com a mesma rupgnância que sentimos hoje quando vemos cenas passadas dos campos de concentração.

A consciência humana evolui exponencialmente.

Cinquenta anos atrás, o negro americano era totalmente discriminado, não frequentava a mesma escola do branco, nem poderia compartilhar com um branco do mesmo banco num ônibus.

Hoje, o presidente americano é negro.

A falta de ética, a corrupção na política, o comportamento vergonhoso de nossos senadores, a alienação da população com relação ao meio ambiente e a falta de cidadania serão vistas, no futuro, como vemos hoje, o primitivismo que imperava no velho oeste americano.

A cena da universitária que saiu da sala de aula da Uniban de São Bernardo do Campo, escoltada por policiais e hostilizada por centenas de alunos, é a manifestação deste subdesenvolvimento que ainda reina em nosso país.

Este comportamento primário, machista, esta falta de respeito ao “diferente” retrata bem a nossa consciência coletiva subdesenvolvida...

Infelizmente, estes universitários não se manifestam, com a mesma paixão, contra a corrupção, contra a pobreza, contra a mediocridade...

Mas, tudo isto vai passar.

A adolescência da consciência coletiva não vai durar para sempre. Mesmo no Brasil da lei de Gerson, no Brasil do jeitinho, no Brasil do “isto não é problema meu”...

Vamos amadurecer como sociedade!

Nossa cultura é o maior obstáculo a aceleração do crescimento.

Infelizmente, nossas universidades continuam dando provas que não entenderam que seu papel mais importante é o de desenvolver líderes capazes de inspirar jovens na construção de uma sociedade mais justa, mais humana e mais digna.

Por isto, outros caminham. Nós engatinhamos...