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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

A magia dos falsos profetas

 



Ah! espetáculo grotesco da atual política televisionada!

Como pode a multidão inculta, não ver o engodo?

Funcionários públicos, outrora íntegros, agora cúmplices do crime,

Lavando dinheiro sujo nas fontes da burocracia!


E  aqueles que se consideram seguidores de Cristo

Defendem o uso de armas e aceitam a guerra de Gaza?

Apoiam corruptos, aplaudem torturadores,

Cujas mãos, antes em prece, agora manchadas de sangue!


Patriotas! Que ironia! Alienados da própria pátria,

Cegos por bandeiras de outros países que não representa o povo.

E aqueles, humilhados e pobres, que contradição!

Votam nos que os oprimem, nos que os roubam o pão.


Ah, pastores! Como caíram tão baixo?

Vendem a salvação como mercadoria barata,

Trocam o púlpito pela urna, a Bíblia pelo panfleto,

Entoam cânticos que hipnotizam as massas cegas.


Redes sociais! Teias de aranha digital

Que aprisionam os explorados, os marginalizados,

Alinhando-os como soldadinhos de chumbo

Na grande farsa da democracia virtual.


E os eleitores! Como podem ser tão ingênuos?

Acreditam serem inocentes nesta crise que os devoram,

Enquanto os falsos profetas, os políticos-messias,

Vendem a ilusão de uma pátria redimida.


Não! Eu não sigo esta maioria demente!

Minha vida de peregrino metido a poeta, incompreendida,

Empurra-me para longe desta farsa colossal.

Sinto em cada verso, em cada rima rebelde,

O peso desta falsidade que me sufoca,

Que me faz gritar em silêncio contra esta loucura!


Quando o Brasil, e o mundo atual acordarão

Deste pesadelo camuflado  de salvação?

Eu, professor aposentado metido a poeta,

Observo, registro e denuncio esta insanidade!

Pois só a poesia, em sua loucura lúcida,

Pode desmascarar os mágicos ditadores

Que enfeitiçam as massas com promessas vãs!


Montanari

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Quadros na Parede

.


Entre reis e plebeus,

Entre ditadores e seus admiradores,

Entre pastores e seus seguidores,

Entre eleitos e eleitores,

a desigualdade se alastra.

Poder como motivação, 

Privilégios como recompensa.

Desigualdade, a ferida que não ter cura.


Quadros na parede 

Riqueza ostentada 

Possuída por poucos

Admirada por muitos.

Não somos todos iguais 

Triste verdade.

Aos pobres, resta o reino dos céus.

Aos privilegiados, os prazeres terrenos.

Triste cenário de contrastes e dor.

Tudo noticiado, em cores, na TV…


Alguns acumulam riqueza 

Outros clamam por ajuda do Estado.

Populações são silenciadas por ditadores que perpetuam o mando.

Eleitores ingênuos se deixam enganar por fake news.

Fiéis adquirirem produtos “milagrosos” para a cura de doenças ou para conquistar o reino dos céus.


De qualquer forma os quadros na parede são lindos.

O que representam?

Quadros na parede!

Qualquer interpretação é devaneio…


Local da foto: 

Salão do Cavaleiro no Castelo de Weikersheim, Alemanha

Texto: Montanari, Quadros na parede.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

País Medíocre, até quando?



ESTOU MUITO TRISTE! 
Clóvis Rossi tem razão: BRASIL UM PAÍS MEDÍOCRE:

"Em 2015, após 13 anos de governos supostamente pró-pobres, o Brasil estava assim: entre os 10 países mais desiguais do planeta…

Não são números do governo Temer, mas do governo Dilma, conforme informado ao Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, no caso da desigualdade, e conforme o sítio do Ministério de Desenvolvimento Social à época”

Se Não Houvesse Paralização Forçada dos Transportes Haveria Greve Geral?

Governo corrupto, partidos corruptos, povo manipulado e desinformado… 
Brasil é o paraíso dos LÍDERES SERVIDORES DE SI MESMOS.

Os governantes atuais (Temer e cia) não são a solução, muito menos os anteriores (Lula/Dilma e cia). 

Infelizmente, prevejo muito sofrimento antes do despertar de uma nova geração de governantes eficazes e de eleitores conscientes.

E como diria Fernando Pessoa:

"O homem saiu da Tabacaria (metendo troco no bolso das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu. “