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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fernando Pessoa e o Triciclo que nunca teve

Amostra do 3o dia de jornada Alemanha ao Ártico:

http://youtu.be/AGlsZtSnMUA

FERNANDO PESSOA E O TRICICLO QUE NUNCA TEVE
Se tivesse não escreveria poesias...
(veja o vídeo, leia o seu poema adaptado e entenda porque)

Do meu triciclo vejo quanto da terra se pode ver do Universo
Por isso meu triciclo é mais importante do que qualquer veículo
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nos carros a vida é mais pequena
Que aqui no meu triciclo

Os carros fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

FERNANDO PESSOA AND THE TRIKE HE NEVER HAD
If he had a trike he would never be a poet
(see the time lapse video, read the poem and discover why)

On my trike I see as much in the Universe as you can see from earth...
So my trike is more important than any other vehicle
Because I’m the size of what I see,
Not the size of my height...

In the cars life is smaller
Than here in my trike on top of this hill.
In the city cars shut your sight with a key,
Hide the horizon, push your eyes far away from all the sky,
Make us smaller because they take away what our eyes can give us,
And make us poor because our only wealth is seeing.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Arruda e a Longa Jornada


O primeiro passo foi dado.

O Brasil tem um longo caminho a frente para se tornar país de primeiro mundo.

Não devemos nos enganar com discursos nacionalistas de políticos demagogos. Nosso presidente disse certa vez que o Brasil tem sistema de saúde pública de primeiro mundo...

A popularidade do presidente, aqui dentro e lá fora, não muda a realidade. Temos problemas gravíssimos na saúde, na educação, na segurança e principalmente na política.

O Brasil nunca poderá ser considerado um país de primeiro mundo se continuar sendo o país do jeitinho, dos conchavos e da tolerância com a corrupção.

A prisão de Arruda é o primeiro passo de uma longa jornada. Além dele, muitos outros precisam ir para a cadeia para deixarmos de sentir vergonha de nossos políticos.

A população precisa acordar e entender que nunca existirá um "salvador da pátria", um "líder heróico" que mudará a situação do país de um dia para outro.

Boas organizações (Países incluídos) são construções de seus participantes.

Este trabalho de construção precisa ser feito com atitudes do nosso dia-a-dia, não só exigindo o que é certo, mas também fazendo o que é certo.

Precisamos acabar com a tolerância ao "jeitinho brasileiro".

No caso de candidatos a cargos públicos, se houver suspeita de corrupção ou se este candidato responder a qualquer processo na justiça, não é digno de voto. Tolerância zero. Esta decisão deveria fazer parte da cultura da nossa população. Não precisamos de mais leis dizendo quem pode ou não pode se candidatar. Precisamos incentivar as pessoas a rejeitarem candidatos com qualquer problema com a justiça. Candidato para ter nosso voto tem que ter ficha limpa. Se for pego, filmado ou processado, pode esquecer, nunca mais receberá voto de ninguém!

Só assim deixaremos de ter Malufs, Arrudas, Dirceus, Sarneys, anões, pianistas, manipuladores e ladrões nos representando por mais de um mandato.

Este país nunca se tornará um país de primeiro mundo se continuarmos tolerando a mediocridade na política e sendo medíocres em nossos ações cotidianas.

Gandhi, sabiamente disse: "Quem não dá o melhor de si, está roubando".

O primeiro passo foi dado com a prisão de Arruda.

Vamos continuar.

Participe da jornada para um Brasil desenvolvido.

Incentive todos os seus colegas a não votarem em candidato com problemas na justiça. Sem perdão. Tolerância zero.

A JUSTIÇA PODE PERDOAR. ELEITOR NÃO.