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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Compartilhar, este é o segredo!




Semana passada tive a oportunidade de assistir o filme “Na Natureza Selvagem”, dirigido por Sean Penn. Muito interessante.

Vale a pena assistir, não só pela música e pela fotografia, mas principalmente, pelas mensagens. A minha predileta: “A felicidade existe só se for compartilhada”.

Acredito piamente que a “Necessidade” é a “Força Motriz” do Universo.

É a “falta” que nos move, o “vazio”, a “carência”.

Precisamos nos “completar” para continuar existindo (este impulso está acima da nossa vontade).

Por isto, a “procura” incessante.

Alguns tentarão se “completar” com o “poder”, outros com o “status”, outros com a “religião” ou com a busca do “prazer” ou “bens materiais”. Existem muitas alternativas valorizadas ou rejeitadas socialmente.

O problema é que muitos não têm a oportunidade de refletir e entender a extensão do significado desta força que nos move.

A compulsão pela ação os cegam. São direcionados e controlados pela tremenda “carência”. Carência que faz com que “aconteçam”, “realizem”, “produzam”...

Poucos conseguem enxergar e sentir que a vida oferece mais do que “satisfazer” esta “necessidade” transcendental.

Somos privilegiados por temos lampejos de entendimento da nossa existência.

Infelizmente, para Hirsch (interpretando um caso real), só aconteceu com sua morte.

Vale a pena assistir e conferir.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Números não refletem a realidade


...228 mortos no acidente do vôo AF 447...

...confrontos entre indígenas e o Exército no Peru podem ter deixado mais de 50 mortos...

...44 crianças mortas, todas com menos de quatro anos, no incêndio da creche na cidade de Hermosillo, México...

Os números estão nos tornando cada vez mais insensíveis.

228, 50, 44... O que representam?

Quando vemos a foto e conhecemos a história e os sonhos de uma única pessoa destas listas, percebemos como as estatísticas da violência urbana, das guerras e das catástrofes nos passam despercebidas.

Estes números viraram tão rotineiros que perderam o significado.

“A expectativa é que 500 mil pessoas deixem o Vale do Swat em decorrência dos conflitos entre o exército paquistanês e talibãs...”.

500.000 pessoas, 500.000 sorrisos...

Nada disso importa.

“O universo gira em torno de mim. Eu sou minha prioridade. Eu sou o centro de minhas preocupações. Se eu não sentir, não é importante...”

Autoconsciência? Consciência social? Vontade independente?

Que importa?

Somos todos "humanos com o lóbulo frontal desenvolvido" e filhos de deus... 
Será?