sábado, 17 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
16 05 Faaborg to Holbaek part1
11o Dia Rumo ao Ártico
16/05/2014 Faaborg to Holbaek - part1
Slide Show 3fps
http://youtu.be/3FmUQYbJlQA
16/05/2014 Faaborg to Holbaek - part1
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http://youtu.be/3FmUQYbJlQA
Faaborg to Holbaek via Lolland Ferry
16/05 - Rumo ao Ártico
Faaborg to Holbaek via Lolland Ferry
Slide Show em 3fps - ideal assistir em 720p
http://youtu.be/oTAIhDt8bps
11o Dia - Rumo ao Ártico - O velho do cortador de grama, o músico e o ferryboat
11o Dia - Rumo ao Ártico
O velho do cortador de grama, o músico e o ferryboat
A Dinamarca é constituida por mais de 100 ilhas.
O trajeto de hoje: Faaborg até Holbaek foi de quase 250 Km.
Sai de Faaborg que fica na ilha de Fyn e passei por 5 ilhas até chegar a cidade de Holbaek (27.000 habitantes) que fica na ilha de Zealand.
Ligando as ilhas existem pontes gigantescas, exceto entre as ilhas de Langeland a Lolland que peguei um ferryboat de 2 andares para carros e 1 andar para passageiros .
A travessia levou 45 minutos.
Conheci várias pessoas interessantes no trajeto de hoje.
Começou na fila de espera do ferryboat.
Uma senhorinha de uns 65 anos, fumando cachimbo, veio conversar comigo. Começou falando alemão (viu a placa do triciclo) e depois falou num inglês até que fluente: “A unique vehicle…. what is the engine of this machine… may I seat to feel what is like…”
Em 5 minutos de conversa a senhora, pediu para ver o motor e sentou no triciclo para tirar uma foto… A velha era entendida em automóveis…
Também na fila do ferry um senhor exótico, com longa barba branca, com a voz muito parecida com a do prof. Hago, veio falar comigo.
Descobri que já esteve no Brasil. No Ceará, na praia de Canoa Quebrada onde um amigo tem um restaurante.
É músico. No passado tocava Rock, agora só música "mais tranquila".
No verão mora aqui na Dinamarca (é dinamarquês) e no resto do ano na Espanha, onde canta em espanhol…
Neste final de semana vai tocar num festival de música, não entendi o nome da cidade… Disse que eu deveria ir… teria muita gente…
No ferry conversei bastante com um casal de motoqueiros (mais velhos do que eu). Já estiveram no Brasil (Rio, Manaus, Bahia e Iguaçu). Estão fazendo um tour pela Escandinávia… Muitos motoqueiros da terceira idade, nesta época do ano, fazem turismo por aqui… ainda não é alta temporada e a temperatura é amena.
O mais interessante foi quando parei num posto de gasolina na ilha de Falster para abastecer.
Um senhor, fato abaixo, aparece dirigindo um cortador de grama especialmente para falar comigo.
Estava interessado no triciclo. Fez várias perguntas. Elogiou, mas não parava de falar de suas aventuras de moto. Disse que tinha uma Indian (que usou muito no passado e agora está encostada). Disse que quando ia à Suécia, colocava a gasolina de 98 octanas e sua moto parecia um foguete… "Você precisa testar". Me recomendou cuidado pois, o pessoal de lá monitora sua velocidade via cameras instaladas no alto dos postes… Mora há 30 anos naquele lugar e está velho demais para viajar de moto… agora só anda de cortador de grama…
O velho do cortador de grama, o músico e o ferryboat
A Dinamarca é constituida por mais de 100 ilhas.
O trajeto de hoje: Faaborg até Holbaek foi de quase 250 Km.
Sai de Faaborg que fica na ilha de Fyn e passei por 5 ilhas até chegar a cidade de Holbaek (27.000 habitantes) que fica na ilha de Zealand.
Ligando as ilhas existem pontes gigantescas, exceto entre as ilhas de Langeland a Lolland que peguei um ferryboat de 2 andares para carros e 1 andar para passageiros .
Conheci várias pessoas interessantes no trajeto de hoje.
Começou na fila de espera do ferryboat.
Uma senhorinha de uns 65 anos, fumando cachimbo, veio conversar comigo. Começou falando alemão (viu a placa do triciclo) e depois falou num inglês até que fluente: “A unique vehicle…. what is the engine of this machine… may I seat to feel what is like…”
Em 5 minutos de conversa a senhora, pediu para ver o motor e sentou no triciclo para tirar uma foto… A velha era entendida em automóveis…
Também na fila do ferry um senhor exótico, com longa barba branca, com a voz muito parecida com a do prof. Hago, veio falar comigo.
Descobri que já esteve no Brasil. No Ceará, na praia de Canoa Quebrada onde um amigo tem um restaurante.
É músico. No passado tocava Rock, agora só música "mais tranquila".
No verão mora aqui na Dinamarca (é dinamarquês) e no resto do ano na Espanha, onde canta em espanhol…
Neste final de semana vai tocar num festival de música, não entendi o nome da cidade… Disse que eu deveria ir… teria muita gente…
No ferry conversei bastante com um casal de motoqueiros (mais velhos do que eu). Já estiveram no Brasil (Rio, Manaus, Bahia e Iguaçu). Estão fazendo um tour pela Escandinávia… Muitos motoqueiros da terceira idade, nesta época do ano, fazem turismo por aqui… ainda não é alta temporada e a temperatura é amena.
Um senhor, fato abaixo, aparece dirigindo um cortador de grama especialmente para falar comigo.
Estava interessado no triciclo. Fez várias perguntas. Elogiou, mas não parava de falar de suas aventuras de moto. Disse que tinha uma Indian (que usou muito no passado e agora está encostada). Disse que quando ia à Suécia, colocava a gasolina de 98 octanas e sua moto parecia um foguete… "Você precisa testar". Me recomendou cuidado pois, o pessoal de lá monitora sua velocidade via cameras instaladas no alto dos postes… Mora há 30 anos naquele lugar e está velho demais para viajar de moto… agora só anda de cortador de grama…
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
O guardador de idosos e o triciclo
Quando estava chegando perto de Faaborg, no 10o dia Rumo ao Ártico, desviei do caminho para cruzar uma cidadezinha, Jordlose (?), onde tirei a foto desta igreja.
Um lugar absolutamente tranquilo, poucas casas e muito verde.
Quando virei uma das esquinas vi um grupo de idosos em cadeiras de rodas.
Mais perto, observei que havia 2 cuidadores de idosos conduzindo o grupo de 5 velhinhos.
Quando um deles me viu, disse alguma coisa para o grupo que, de repente, olha para mim e começa a acenar.
Fiz questão de passar ao lado deles a 10Km por hora e acenar também.
Uma senhorinha, tão idosa, acenava a mão sem conseguir levantar o braço…
Tive a impressão que sorriam e estavam contentes por ver um triciclo vermelho por aquelas paradas.
Isto me emocionou.
Por que pareciam felizes ao me ver ? ( ou foi só impressão minha?).
O triciclo representou, naquele instante, a vontade de reviver o prazer de uma aventura?
A liberdade?
Ou simplesmente, hei, estou aqui, boa viagem?
Para minha mãe - 15/05
Algumas tomadas no caminho de Faaborg / Dinamarca
Vídeo como a sra pediu:
http://youtu.be/ISRjn19LpAA
E algumas fotos:
bjs
Vídeo como a sra pediu:
http://youtu.be/ISRjn19LpAA
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Jovens empreendedores dinamarqueses
9o dia - PARTE 2
Ontem fiquei hospedado num “B&B” ou melhor num “Bed & Bath”.
O usual é “Bed & Breakfast” mas neste não tem café da manha…
Bob e Claire (foi assim que entendi o nome deles) são os proprietários.
Eles transformaram a parte inferior dos fundos da casa neste aconchegante B&B.
A atenção para os detalhes é surpreendente.
Quadros de bom gosto. Bons móveis. TV a cabo, até banheira.
Tem disponível no quarto livros para leitura, filmes de DVD, café, chá, água mineral na geladeira e um vinho espanhol de cortesia…
Além de indicações escritas dos restaurantes típicos da região e pontos turísticos interessantes.
Pelo que entendi eles tem outra atividade e ainda este B&B com 3 quartos…
Jovens e empreendedores na área de turismo!
O turismo é uma fonte de receita importante para o país e levada muito a sério.
Igual no Brasil…
Ontem fiquei hospedado num “B&B” ou melhor num “Bed & Bath”.
O usual é “Bed & Breakfast” mas neste não tem café da manha…
Bob e Claire (foi assim que entendi o nome deles) são os proprietários.
Eles transformaram a parte inferior dos fundos da casa neste aconchegante B&B.
A atenção para os detalhes é surpreendente.
Quadros de bom gosto. Bons móveis. TV a cabo, até banheira.
Tem disponível no quarto livros para leitura, filmes de DVD, café, chá, água mineral na geladeira e um vinho espanhol de cortesia…
Além de indicações escritas dos restaurantes típicos da região e pontos turísticos interessantes.
Pelo que entendi eles tem outra atividade e ainda este B&B com 3 quartos…
Jovens e empreendedores na área de turismo!
O turismo é uma fonte de receita importante para o país e levada muito a sério.
Igual no Brasil…
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Silkeborg
9o dia Rumo ao Ártico
O longo caminho escolhido para Silkeborg
Como descrever o indescritível?
Não consigo traduzir em palavras a sensação de pilotar o triciclo por estas estradas.
Será que um vídeo ajuda?
A paisagem, os campos de trigo, as pastagens, os cheiros, o vento gelado, o azul do céu...
Atravessar as minúsculas cidadezinhas
Por estradas perfeitas, mesmo nas zonas rurais...
Tudo isto visto e sentido sobre 3 rodas…
“If you don’t ride, you don’t know”.
Este refrão faz sentido.
Acho que é isto.
É preciso viver a sensação para entender que a Mastercard tem razão: “Não tem preço”!
Um vídeo de 45 segundos para compartilhar minha sensação de felicidade:
SILKBORG:
A área onde está situada esta cidade de 60 mil habitantes é conhecida por "Lago das Montanhas".
A paisagem de Silkborg é muito montanhosa e cercada pela maior área florestal da Dinamarca, Tem muitos, mas muitos lagos. Um destes, Slåensø, é considerado o mais limpo na Dinamarca.
Para quem gosta de natureza, aqui é o paraíso.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
8o dia - Rumo ao Ártico
Hvide Sande a Alstrup/Farso
Peguei chuva e vento gelado na primeira metade do caminho.
Depois melhorou e de vez em quando uma chuvinha leve.
Mas, o trecho escolhido foi fantástico.
Esta região é conhecida como LIMFJORDS
Muitos canais que dão ligação para o mar, muito usado pelos vickings no passado.
Hoje uma região com muito verde.
Só nesta região tem uma CICLOVIA para TURISMO DE 610 KM: “THE LIMFJORD CYCLE ROUTE” ou em dinamarques:
Limfjordscykelruten (tudo junto).
Havia escolhido um guest house (B&B) que tinha vista para o mar.
Quando estava chegando percebi que o último trecho era de terra… (não disseram isto quando reservei).
Como havia chovido não me arrisquei ( triciclo não gosta de lama).
Achei outro hotel, também, com vista para o mar.
O único problema é que o proprietário, com idade para ser meu avo, não falava inglês…
Mas, no final deu tudo certo.
FIZ 5 VÍDEOS PARA ME LEMBAR.
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
7o dia - Rumo ao Ártico
Tonder a Hvide Sande - Dinamarca
Eu era o único hóspede no hotel em Tonder.
Um senhor de uns 85 anos, provavelmente o proprietário, meio atrapalhado, queria me ajudar com a bagagem.
Fez questão de levar o meu capacete até o triciclo.
Ficou do meu lado até eu partir.
Cheguei a pensar que ele queria uma carona…
Chegar a Hvide Sande foi tranquilo. As estradas são ótimas, peguei um pouquinho só de chuva, mas muito vento…
Hvide Sande é uma cidadezinha com 3.046 habitantes (janeiro de 2014) mas, o quinto maior porto pesqueiro da Noruega.
Tem um “centrinho" com vários restaurantes, sorveterias e muitas lojas de roupas para esportes, surf, canoagem, stand up paddle, pesca de salmão, trekking .
Hvide Sande um lugar onde muita gente vem passar as férias de verão. Pela costa vê-se muitas casas, uma longe da outra como abaixo. (foto não é minha).
Ainda vou fazer um time lapse, principalmente para me lembrar deste trajeto. Compartilho assim que estiver pronto.
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domingo, 11 de maio de 2014
6 dia - chegando na Dinamarca
Um vídeo de 32 segundos para lembrar do trajeto:
http://youtu.be/3ziDr8JNg1E
Sai de Heide na Alemanha por volta das 9 horas da manha.
Tempo nublado ameaçando chuva.
Na verdade ela estava só esperando eu sair...
Peguei mais de 150 Km de chuva e vento gelado.
O par de luvas, que comprei na Argentina se encharcaram... dá para acreditar?
De triciclo um dia de chuva e tão interessante quanto um dia de sol.
Pena que não dá para registrar o visual tão bem...
Chegando na Dinamarca o tempo melhorou
Cheguei até a ver o céu azul aqui em Tonder, mas voltou a chover...
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sábado, 10 de maio de 2014
5o dia - O Jovem e o Café da Manhã
No café da manhã no hotel Neuses em Cuxhaven eu era, por incrível que pareça, o mais jovem.
Eu contei 29 pessoas, todos, sem dúvida alguma, mais velhos do que eu.
Havia 2 casais ciclistas de longa distância com mais de 70 anos…
Outro dia, almocei num restaurante onde 4 senhoras, viúvas, com 80 anos ou mais, se encontram lá todos os dias para almoçar. Segundo o garçon, fica mais barato para elas do que fazer comida…
Nas cafés, a tarde, e nos bares dos hotéis, a noite é muito comum ver grupos da terceira idade reunidos e curtindo seu tempo.
Desenvolvimento de um país pode ser avaliado pela longevidade e principalmente pela qualidade de vida da 3a idade…
Sai de Cuxhaven e cheguei em Heide, sob um sol discreto de primavera .
Escolhi as estradas mais bonitas e turísticas e não o caminho mais curto pela auto-estrada.
Valeu a pena. É indescritível o prazer de estar pilotando um triciclo nestas estradas.
Não consigo relatar em palavras, mas para se ter um idéia você sente que vale a pena ter nascido simplesmente para passar por esta experiência.
Amanhã, Dinamarca…
sexta-feira, 9 de maio de 2014
4o dia - dia de caminhar
Choveu no paraíso.
E fez frio.
E ventou.
Mas, mesmo assim os 240 Km foram fantásticos.
Pouco antes de chegar no hotel, por encanto parou de chover.
O triciclo está estacionado esperando pelo dia seguinte.
Enquanto ele descansa, eu resolvi caminhar pela cidade.
Estou em Cuxhaven, Alemanha.
As duas horas de caminhada
Com direito a um café e um doce delicioso,
numa confeitaria que desde 1902 está com a mesma família,
me pus a pensar o que é ser um país desenvolvido.
Só uma coisa me vem a mente:
QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO.
Brasil, meu Brasil brasileiro, temos que mudar muito…
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quinta-feira, 8 de maio de 2014
Fernando Pessoa e o Triciclo que nunca teve
Amostra do 3o dia de jornada Alemanha ao Ártico:
http://youtu.be/AGlsZtSnMUA
FERNANDO PESSOA E O TRICICLO QUE NUNCA TEVE
Se tivesse não escreveria poesias...
(veja o vídeo, leia o seu poema adaptado e entenda porque)
Do meu triciclo vejo quanto da terra se pode ver do Universo
Por isso meu triciclo é mais importante do que qualquer veículo
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nos carros a vida é mais pequena
Que aqui no meu triciclo
Os carros fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
FERNANDO PESSOA AND THE TRIKE HE NEVER HAD
If he had a trike he would never be a poet
(see the time lapse video, read the poem and discover why)
On my trike I see as much in the Universe as you can see from earth...
So my trike is more important than any other vehicle
Because I’m the size of what I see,
Not the size of my height...
In the cars life is smaller
Than here in my trike on top of this hill.
In the city cars shut your sight with a key,
Hide the horizon, push your eyes far away from all the sky,
Make us smaller because they take away what our eyes can give us,
And make us poor because our only wealth is seeing.
http://youtu.be/AGlsZtSnMUA
FERNANDO PESSOA E O TRICICLO QUE NUNCA TEVE
Se tivesse não escreveria poesias...
(veja o vídeo, leia o seu poema adaptado e entenda porque)
Do meu triciclo vejo quanto da terra se pode ver do Universo
Por isso meu triciclo é mais importante do que qualquer veículo
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nos carros a vida é mais pequena
Que aqui no meu triciclo
Os carros fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
FERNANDO PESSOA AND THE TRIKE HE NEVER HAD
If he had a trike he would never be a poet
(see the time lapse video, read the poem and discover why)
On my trike I see as much in the Universe as you can see from earth...
So my trike is more important than any other vehicle
Because I’m the size of what I see,
Not the size of my height...
In the cars life is smaller
Than here in my trike on top of this hill.
In the city cars shut your sight with a key,
Hide the horizon, push your eyes far away from all the sky,
Make us smaller because they take away what our eyes can give us,
And make us poor because our only wealth is seeing.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
2nd day towards the Arctic
Oh, the places you will go
based on Dr Seuss book
The Waiting Place ?
...for people just waiting.
Waiting for a train to go
or a bus to come, or a plane to go
or the mail to come, or the rain to go
or the phone to ring, or the snow to snow
or waiting around for a Yes or a No
or waiting for their hair to grow.
Everyone is just waiting.
Waiting for the fish to bite
or waiting for wind to fly a kite
or waiting around for Friday night
or waiting, perhaps, for their Uncle Jake
or a pot to boil, or a Better Break
or a string of pearls, or a pair of pants
or a wig with curls, or Another Chance.
EVERYONE IS JUST WAITING.
NO!
THAT'S NOT FOR YOU!
Do as I do, ride a trike and
somehow you'll escape
all that waiting and staying.
You'll find the bright places
where Boom Bands are playing.
With banner flip-flapping,
once more you'll ride on your trike!
Ready for anything under the sky.
Ready because you're that kind of a guy!
Oh, the places you'll go! There is fun to be done!
There are points to be scored. there are games to be won.
Magical things you can feel
when riding a TRIKE on your own.
2o dia rumo ao Ártico
Os lugares que você irá conhecer
baseado no livro do Dr Seuss
O lugar onde se espera?
Onde pessoas estão simplesmente esperando.
Esperando o ônibus partir ou o avião subir.
Esperando o correio chegar ou a chuva passar
Esperando o peixe beliscar ou o próprio cabelo crescer
Ou esperando por um sim ou por um não
Esperando o vento chegar pra pipa voar
Ou esperando pela noite da 6ª
Ou talvez,
só esperando uma nova chance
TODO MUNDO SÓ TÁ ESPERANDO
NÃO!
ISTO NÃO É PARA VOCÊ.
Faça como eu: arrume um triciclo...
E de algum jeito você irá se safar,
de todo este ficar e esperar.
Você conhecerá lugares fantásticos
aonde bandas estão tocando.
Com a cara ao vento,
Uma vez mais você rodará nos seu triciclo!
Pronto para qualquer coisa.
Pronto, porque
você é esse tipo de pessoa.
Oh!, Os lugares que você irá conhecer.
Há coisas divertidas pra fazer.
Pontos a serem marcados.
Jogos pra se ganhar.
Coisas mágicas pra se ver sobre 3 rodas.
terça-feira, 6 de maio de 2014
1o dia rumo ao Ártico
Partir da fábrica da Rewaco para Burren usando as estradas rurais alemãs foi a melhor escolha que poderia ter feito.
A vista é maravilhosa. Incrivelmente encantadora para meus olhos brasileiros de 62 anos.
Exceto pela minha mulher, Marlene, que ficou em casa preparando sua monografia da pós-graduação, eu não poderia encontrar em lugar nenhum do mundo um companheiro de viagem melhor do que o Rewaco GT.
Foi paixão a primeira milha…
Fomos feitos um para o outro.
A intenção era focar o máximo possível a atenção no comportamento de meu companheiro.
Serão 84 dias juntos. Precisava conhecê-lo bem para ter certeza que não me deixará na mão.
Amanhã, pretendo instalar a câmera GoPro e registrar trechos do caminho.
O pessoal da Rewaco fará um link do meu face/blog com o face da Rewaco para que os alemães acompanhem a minha jornada com a de "meu companheiro alemão”…
Eles criam condições para que os sonhos dos outros se realizem.
Isto é tudo por hoje.
1st Day towards the Arctic
Starting from Rewaco Factory to Burren using German country roads was the best choice I could have made.
The view was awesome. Incredible and marvelous for my 62 years old Brazilian eyes.
Not considering my wife, Marlene (at home, in this very moment, preparing her pos-graduation papers) , I could not find, anywhere in the world, a better partner for this trip than the Rewaco GT.
It was love at the first mile…
It seems that we were made one for each other.
In this first day I took no pictures during the trip.
My intention was to focus on the my partner behavior.
It will be 84 days together and I do have to know him very well…
Tomorrow I intend to install the GoPro camera and take some shots during the journey,
By the way, I was very impressed with the friendly and professional attention I received from the Rewaco people.
At the Rewaco they do not make Trikes.
They make other people dreams come true!
That’s all for now.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
RUMO AO ÁRTICO
Sou ateu.
Como tal, não acredito na existência de uma divindade superior. Deus não existe.
Não somos a imagem de um suposto criador. Não existe um criador.
Não acredito na vida após a morte.
Não existe um propósito para estarmos aqui.
A vida é o resultado de uma seqüência extremamente rara de eventos.
A possibilidade de vida inteligente é tão rara, mas tão rara que pode, sim, ser considerada um milagre.
Leigos e religiosos, presos em seus dogmas, não são capazes de entender, na sua plenitude, o esplendor desse fenômeno que é a possibilidade da existência de vida inteligente.
Estamos de passagem nesta forma de indivíduos capazes de ver, sentir e pensar.
Esta passagem é curta.
Por não ser valorizada e cultuada, como o fenômeno mais espetacular do Universo, não paramos para refletir e regozijar pelo privilégio de ser e estar aqui.
Uma jornada sabática serve para olhar para tras, conectar os pontos e registrar o entendimento da oportunidade do ter estado aqui e agradecer por isto.
Chegou meu momento de fazer esta jornada.
Sozinho, como deve ser feita…
Para uma viagem de ponderação não é necessário visitar terras estrangeiras.
Mas, na minha terra não gosto do que vejo.
O que vejo me deixa triste e não consiguiria refletir direito.
Nesta jornada é preciso sentir a alegria de viver.
Uma jornada sabática não é um castigo, um martírio, um auto-flagelo.
É simplesmente um momento destinado a uma jornada interior. Um afastamento do dia-a-dia. Um rito de passagem introspectivo e solitário, um marco, uma comemoração por existir.
A minha levará 84 dias.
Bem, este é o plano.
Conseguirei?
Se tudo der certo, devo partir de Lindlar, Alemanha, de triciclo, no dia 06/05/2014.
Pretendo dormir sob o sol da meia-noite no extremo norte da Noruega, já no círculo polar ártico.
Um dia com 24 horas de luz do Sol é um símbolo de tributo à vida!
Como a nossa vida, os caminhos que vou percorrer serão tortuosos.
Mas, o caminho que é importante.
A chegada é o registro da consciência que tudo acaba. É o momento de agradecer pela oportunidade da jornada retornando ao ponto de partida.
O mais difícil será ficar longe das pessoas que eu amo.
(Ma, você me entendeu. Obrigado por isto).
sábado, 22 de junho de 2013
Porque o movimento não é obra da direita como muitos querem acreditar.
Eu
fiz uma associação interessante.
Imaginei que
cada jovem protestando nas ruas deste país incorporou Alberto Caeiro:
“Sou
um guardador de rebanhos
O
rebanho é os meus pensamentos
E
os meus pensamentos são todos sensações,
Penso
com os olhos e com os ouvidos
E
com as mãos e os pés
E
com o nariz e a boca
...
Sinto
todo o meu corpo deitado na realidade
...
O
que nós vemos das coisas são as coisas.
...
Porque
o único sentido oculto das coisas
É
elas não terem sentido oculto nenhum,
É
mais estranho do que todas as estranhezas
E
do que os sonhos de todos os “cientistas sociais”
E
os pensamentos de todos os “políticos e partidários”,
Que
as coisas sejam realmente o que parecem ser”
....
Um grupo de
pessoas descontentes
Saindo as ruas
com seus “rebanhos”.
...
Quase
me perco a pensar o que isto significa,
Mas
estaco, e sinto-me a sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque
a única coisa que o movimento simboliza ou significa
Enchendo
com seu
estardalhaço a noite enorme
É a curiosa
sensação de pessoas descontentes
Saindo as ruas
expondo seus pensamentos...
...
Não
basta abrir a janela
Para
ver o que está acontecendo
Não
é bastante não ser cego
Para
ver e entender os jovens
e seus rebanhos
É
preciso também não ter ideologia nenhuma".
...
QUEM
DISSE QUE POESIA NÃO SERVE PARA REFLEXÃO?
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vem pra rua
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