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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

E agora, Liam, Davi, Ivan, Artem, José e Yousef ?

 

Lindos países outrora harmoniosos!

Como se apaga na ambição desmedida

Poder e notoriedade, venenos sutis

Que corroem os alicerces do que era sólido


Vejo-os,  agora polarizados e divididos

Irmãos contra irmãos, vizinhos contra vizinhos

A balança desequilibrada do favoritismo

Pesa sobre os ombros dos preteridos


Ah, como não percebem, cegos pela ganância

Quando um ganha em detrimento de outro, todos perdem!

No cenário mundial, agora há lugares vazios

E os pratos cheios não saciam a fome da alma


Tremo ao pensar no amanhã incerto

A vida não é roteiro de cinema, não há garantias

O destino, cruel dramaturgo, ri dos planos de vocês

E deixa nas mãos dos protagonistas o último ato


Países fragmentados, ouve o grito silencioso

Das gerações passadas e futuras

O legado não é terra rara, nem fama efêmera

Mas o amor que deveria unir eternamente


E eu, observador impotente deste drama

Dói em mim cada morte e cada tristeza televisionada

Pois na trama complexa da existência

Somos todos atores e vítimas da mesma peça


Montanari


terça-feira, 16 de setembro de 2025

Humanidade Humana ?



Neste breve instante, fantasio e me extasio

Ante a bela visão das tulipas e de um futuro a brilhar.

Enquanto a música de Bach me estimula

Contemplo este momento, grato por poder vislumbrá-lo.


Há séculos, a vida era bem distinta, incerta,

Com países abastados, pessoas obesas por prazeres vãos,

Enquanto pobres se debatiam na penúria e sacrifícios.

Guerras e divisões, religião a manipular, 

Um mundo tribal, egoísta, alheio à unidade.


Mas a adolescência da humanidade já passou,

Deixando seu legado de sangue, dor e perdas.

Agora, a nova era se ergue, mais sábia e resiliente,

Rendendo culto à vida, em sua graça e finitude.


Não mais os deleites do ter e do consumir cego,

Nem os grilhões da fé ou da política mesquinha.

Mas sim, a compreensão da vida em sua plenitude,

E da condição efêmera que a todos igualmente alcança.


Esta nova humanidade, enfim, de Humanos,

Dignos, compassivos, em harmonia com a Natureza.

A ignorância, a arrogância e a autodestruição

Cederam lugar à sabedoria, à modéstia e à preservação.


Se existem pessoas que acreditam em milagres, em deuses, em vida eterna, por que eu não posso sonhar que um dia a humanidade será de Humanos?


Montanari

2008