"There is no free lunch"
Neste domingo, almocei com um colega que é o COO de uma multinacional que tem fábricas nos 5 continentes.
Ele me contou que há 8 anos foi transferido da fábrica aqui do Brasil para a fábrica americana.
Ele me confessou: "Já primeira semana, sem conhecer bem minha equipe e minha nova fábrica, tive que receber um cliente muito importante: força aérea americana”.
Ele observou que toda vez que era servido um café, os militares americanos tiravam 1 dólar do bolso e jogavam dentro de um grande vazo de vidro que ficava sobre a mesa.
Quando foi servido um coca-cola eles jogaram 2 dólares.
No final da reunião, ele foi questionar seus subordinados. “O que é isso? Recebemos o cliente em nossa casa, e vocês cobram pelo café?”
A resposta não poderia ser mais surpreendente:
"Para os militares americanos não existe free lunch.
Eles não aceitam nada de graça, nem café, nem almoço, nem qualquer tipo de presente.
Para tudo existe um procedimento escrito.
Até para o código de conduta.”
Eles não aceitam a idéia de serem associados a imagem de corruptos ou subornáveis.
O que se recebe de graça, tem um preço muito alto…
Será que um dia nossos partidos políticos entenderão isto?
As "doações" que os partidos recebem tem um custo muito, mas muito alto para o Brasil.
Como os americanos dizem:
"Não existe almoço grátis. Alguém sempre paga a conta…”
….
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
Não existe almoço grátis
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segunda-feira, 6 de abril de 2015
O valor da Presidente DILMA
Pesquisadores de Harvard desenvolveram um índice que tem como meta indicar quão bem o líder pode desempenhar sua atividade.
E SE ESTE ÍNDICE FOSSE APLICADO A NOSSA PRESIDENTE DILMA?
Qual seria o resultado de 0 a 100% ?
Antes de chutarmos um valor, vamos entender o que compõe este índice.
Ele está baseado em 2 dimensões:
A INDIVIDUAL e a ORGANIZACIONAL.
A dimensão INDIVIDUAL é focada nas qualidades pessoais do Líder.
A dimensão ORGANIZACIONAL é focada na organização criada pelo líder.
A dimensão INDIVIDUAL mede 5 atributos:
1-Proficiência pessoal: Até que ponto a presidente Dilma demonstra as qualidades pessoais para ser uma líder eficaz (por exemplo, comportamentos intelectuais, emocionais, sociais, físicos e éticos)?
2-Estrategista: Até que ponto a presidente Dilma articula um ponto de vista sobre o futuro do país e se ajusta de acordo com o posicionamento estratégico?
3-Executor: Até que ponto a presidente Dilma faz as coisas acontecerem e entrega o que foi prometido?
4-Gerente de pessoas: Até que ponto a presidente Dilma constrói competências, compromissos e contribuições com sua equipe?
5-Liderança diferenciada: Até que ponto a presidente Dilma se comporta de acordo com as expectativas da população Brasileira?
A dimensão ORGANIZACIONAL mede 5 atributos:
1- Capacidade Cultural: Até que ponto a presidente Dilma cria em todo o poder executivo uma cultura focada no bem estar da população?
2-Gestão de talentos: Até que ponto a presidente Dilma gerencia os talentos de seus ministros?
3- Gestão de desempenho: até que ponto a presidente Dilma adota práticas de avaliação de desempenho que reforçam os comportamentos corretos de seus ministros?
4-Informações: Até que ponto a presidente Dilma gerencia o fluxo de informações entre seus ministros, congresso, judiciário e a população?
5-Práticas de trabalho: Até que ponto a presidente Dilma gerencia seu ministério para lidar com o crescente ritmo da mudança no ambiente do país?
Não é fácil avaliar estes 10 atributos de forma imparcial.
Entretanto, se nós pudéssemos analisar as informações disponíveis na mídia com base nestes quesitos poderíamos fazer uma avaliação mais fundamentada do porquê as ruas defendem o FORA DILMA.
PS.: O livro “Wisdow of Crowds” (Sabedoria das Multidões) de James Surowiecki alega que as estimativas das multidões é sempre melhor do que a qualquer membro do grupo.
O que as ruas estão dizendo?
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
Quando a vitória é uma derrota
Meu amigo, eu admiro sua capacidade de vislumbrar o futuro mas, tenho medo em aceitar seu prognóstico:
"A vitória será a derrota para qualquer um dos dois candidatos…"
Suas premissas, se consegui entendê-lo corretamente são:
1) 2015 será um ano extremamente difícil para a economia Brasileira, independente de quem for eleito. Em parte pelo baixo crescimento da economia mundial nos próximos anos e também, pelos estragos causados pela gestão Dilma nestes 4 últimos anos.
2) 2015 será um ano extremamente difícil para a política Brasileira, independente de quem for eleito. Principalmente pelas consequências do escândalo da operação Lava Jato e do Petrolão. “Quando os nomes dos envolvidos vierem a público será um Deus nos acuda em Brasília. Será impossível governar por um bom tempo…”.
Segundo você, se Dilma vencer a eleição, muito provavelmente não conseguirá colocar a economia nos eixos, pois isto exigirá que ela tome medidas impopulares e diferentes das que defendeu na campanha. Além disso, não conseguirá lidar com o clima político de escândalos, investigações, denuncias e cassações de companheiros e aliados.
Em resumo, se Dilma vencer estas eleições, seus primeiros anos no novo mandato trarão resultados negativos e deixarão muitos eleitores descontentes. A imagem do PT será desconstruída a tal ponto que nem o Lula conseguirá reverter a situação. O PT SAIRÁ MAIS FRACO DO QUE ENTROU E O BRASIL MAIS VULNERÁVEL…Aécio venceria as eleições de 2018 e encontraria um ambiente muito mais favorável para governar.
Ainda segundo você, se Aécio vencer a eleição de 2014, também viverá o mesmo cenário politico desfavorável por causa dos escândalos da operação Lava Jato e do Petrolão. O ano 2015 será um ano perdido; Não conseguirá fazer as reformas pretendidas. A economia começará a apresentar algum resultado positivo no seu 3o ou 4o ano de mandato. Aécio deixará o Brasil numa condição melhor do que a Dilma deixou, mas terá muitas dificuldades em convencer os eleitores. O PT reconstruirá sua imagem e terá um candidato mais competitivo em 2018.
Em resumo, segundo você, para o candidato que vencer esta eleição, a vitória será sua derrota.
"Para o Brasil, o melhor seria que Aécio ganhasse" (nisto eu concordo com você).
A alternância no poder é essencial.
Principalmente na esfera federal por causa da nosso modelo federativo de arrecadação de impostos que dá ao governo federal muito poder de manipular e controlar o destino dos estados, dos municípios e também, não podemos esquecer das Estatais (vide o escândalo da Petrobras, entre outros que irão aparecer).
A Dilma, por causa dos seus pressupostos não enxerga que mudanças estruturais são necessárias. Sua inflexibilidade conceitual e sua falta de liderança política a impedem de levar o Brasil a outro patamar. Continuaremos crescendo a uma taxa medíocre e grande parte da população continuará aceitando que estamos sendo bem governados…
Por que a população está tão resistente a mudança?
Por 2 motivos muito simples:
1) Sofremos do "viés do status quo".
Este viés nos estimula a permanecermos na situação atual. Queremos o familiar, o conhecido, somos avessos a mudança. Toda mudança da situação atual é vista como uma perda. (Não há melhor lugar do mundo do que nossa casa. Em time que está ganhando não se mexe). Além disso, optar pela mudança é difícil, exige maior esforço intelectual, o mais fácil é não fazer nada e manter as coisas do jeito que estão.
2) Sofremos do viés de confirmação
Veja o caso do debate da Dilma e Aécio na Record. Os eleitores da Dilma acreditam sinceramente que ela se saiu melhor. Os eleitores do Aécio acreditam sinceramente que ele se saiu melhor.
Por que esta polarização?
Nós temos a tendência de colher evidências e trazer informações da memória de forma seletiva, de maneira tendenciosa. Nós não somos imparciais. Procuramos evidências que confirmem nossas crenças ou hipóteses (independentemente delas serem verdadeiras ou não).
Essa polarização emocional vistas nas redes sociais, entre petistas e psdebistas dificulta ainda mais a capacidade deles perceberem a realidade.
A realidade é um fato independente da nossa crença ou vontade. O que percebemos da realidade está muito ligado ao nosso modelo mental, a nossa visão de mundo… Quanto mais emocional for a nossa ligação com uma crença, pressuposto ou hipótese, menor será a nossa capacidade de ver a realidade…
Decidir entre Aécio e Dilma não é uma tarefa fácil. É muito mais do que uma escolha entre PT e PSDB. É muito mais do que a escolha entre o “bem" e o “mal". Entre o “socialismo" e o “capitalismo”.
A decisão deveria ser em função de:
1) Qual o candidato que entregará melhor resultado para o Brasil, para a população Brasileira, NO CONTEXTO ATUAL (doméstico e internacional)?
2) A vitória será uma derrota para o Brasil?
A boa notícia é que este jogo tem muitas partidas e inevitavelmente, no longo prazo, o Brasil (a população brasileira) sairá vencedor…
A dúvida é: quantas partidas ainda serão necessárias?
MUDAR É PRECISO!
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