quinta-feira, 20 de maio de 2010

Minha vida era uma roda viva

Fernando está 10kg mais magro, bronzeado, barbudo e feliz... "O tempo em São João do Carú passa lentamente. Até consigo admirar o azul do céu ... Finalmente tenho controle de minha vida. Nada de chefes, telefonemas, bolsa de valores... Descobri o significado do 'aqui e agora' e do 'no stress´".

Covey disse que as 4 necessidades humanas são: Viver, Amar, Aprender e Deixar um legado. Acredito que Fernando está em busca da satisfação da 4a necessidade.

Citou Bernard Shaw para justificar sua reclusão no interior do Maranhão: "Só quero morrer depois de ter dado o máximo de mim. Quanto mais me empenhar, mais viverei. O que me dá prazer na vida é a própria vida. A vida não é uma vela efêmera. É uma espécie de tocha suntuosa que herdei para conduzi-la e quero mantê-la o mais radiante possível..."

Este é o Fernando que sempre conheci. Sinto saudades suas meu amigo. Foram dois minutos de conversa que encheram meu dia de alegria.

Ah, se todas as velas brilhassem...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Chapéu dos Inconsequentes


Meu avó Caetano costumava dizer: "Fazer cortesia com o chapéu dos outros é fácil."

A expressão caiu em desuso. Só a expressão. A prática continua mais atual do que nunca. Exemplos:

· Doação de dinheiro público para recompensar jogadores campeões mundiais de futebol...

· Investimento subsidiado por trabalhadores brasileiros para financiar a melhoria da qualidade vida em países amigos...

Esta "cortesia" também é visível na iniciativa privada. O grande destaque foi Wall Street em 2008... A prática de mordomias e bônus milionário para gerentes e diretores que atingiram suas metas não tem nada de "ganha-ganha" e precisa ser abolida.

São encontrados 2 tipos de gestores altamente perniciosos ao desenvolvimento da humanidade: Os que se servem do sistema e os inconseqüentes. O primeiro grupo sabe o que faz e o porquê. O segundo, normalmente bem intencionado, não consegue avaliar o risco da conseqüência de seus atos no futuro.

Vejamos o caso Ahmadinejad x Lula na questão nuclear do Irã.

Lula está certíssimo. O caminho é o diálogo, porém Ahmadinejad está bem intencionado?

Lula tem cacife para assumir alguma responsabilidade por eventuais decisões que seu colega possa tomar no futuro? Dá para confiar num líder que nega o holocausto? Dá para acreditar que um país de cultura tão subdesenvolvida onde mulheres são tratadas como seres inferiores esteja preparado para possuir a tecnologia nuclear sem restrições?

Lula, fazer cortesia com o chapéu dos outros é fácil.

O Irã, como outros países em desenvolvimento devem ter acesso irrestrito a tecnologias alternativas. Mas, primeiro precisam mostrar credibilidade e pratica de valores que respeitem a dignidade humana, a diversidade e o meio ambiente.

A humanidade está na sua adolescência. Estamos aprendendo que recursos são limitados e que, não podemos dizer o mesmo da nossa ignorância e arrogância... tanto os gestores inescrupulosos, como os inconsequentes são adolescentes no poder... estão aprendendo...

Nós cresceremos como pessoas e como gestores. O amadurecimento é inevitável! Entretanto, o preço a pagar é alto e a conta virá com juros... Sempre vem...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Meu avô e o pedaço de pão.


Hoje faz 40 anos que meu avô Caetano morreu.

Era um grande homem. Autodidata, apaixonado por Fernando Pessoa, o primeiro ateu que conheci... Marcou minha vida pela sua sabedoria e pela sua opção de vida simples. Foi com ele que aprendi o significado da expressão: "Carrego comigo todos os meus bens!".

Lembro-me de como eu gostava de passar férias em Americana no seu sítio. Ele me levava para longas caminhadas... Deitados sob os pés de mexerica, ele contava histórias de sua infância, enquanto eu admirava as nuvens brancas se movimentando sobre o azul do céu... Quem tem tempo para isto, hoje?

Nestes passeios aprendi a gostar de caminhar e aprendi a admirar os detalhes das trilhas... Com sua presença, coisas simples tornavam-se interessantes: uma pedra, uma flor, um bicho morto, uma simples taturana... Tudo para ele tinha significado...

A noite, deitados na rede, olhávamos para o céu e admirávamos as estrelas. Suas estórias me faziam viajar pela possibilidade da existência de vida inteligente em algum lugar daquela imensidão do espaço... Nunca as estrelas foram tão brilhantes...

Ele dava pouca importância para o que chamava "pequenez dos sentimentos inferiores das pessoas". "Luiz" , ele me dizia, "quer ser feliz, aprenda a não ter inveja, nem odiar ninguém... Tudo é passageiro."

Ele me contou uma história, que contei um dia para meu filho e espero que ele conte para os filhos dele:

Certa vez, no exercito, viajando há horas, meu avô estava cansado e faminto. Faltavam ainda muitas horas para chegar ao seu destino. Foi então que cruzou com um velho que lhe deu um pequeno embrulho. Aqui, meu filho, disse o velho, tem um pedaço de pão muito bem embrulhado. Este é seu tesouro. Não abra e não o coma agora. Agüente firme. Só quando achar que realmente não vai agüentar mais, em último caso, só ai, você pode abrir. Lembre-se esta é sua salvação. Quando sentir fome, ponha a mão no bolso e sinta que você têm um pedaço de pão. Fale prá você: "Vou agüentar mais um pouco". Tente chegar ao seu destino com ele e passe-o para outra pessoa. Tem quem precise dele mais que você.

E assim, meu avô diz que fez. Viajou por horas e horas com fome. Colocou a mão no bolso inúmeras vezes e resitiu a tentação. Toda vez escutava o velho dizendo... "só abra quando não estiver agüentando mais".

Chegou ao seu destino. Graças ao"seu tesouro" teve força para continuar. A grande surpresa veio quando descobriu que dentro do pacote tinha só um pedaço de madeira...

"Luiz, todos precisamos de um pedaço de pão no bolso para agüentar a caminhada quando ela ficar difícil... Tenho certeza, você consquistará o seu."

Meu querido, avô. Obrigado.

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio: Gestores uni-vos!

O papel do gestor é muito mais importante do que imaginamos.

O gestor é o principal responsável pelo clima organizacional!

Está comprovado que quando o clima organizacional é positivo, quando as pessoas estão mais felizes e ajustadas ao seu trabalho, quando existe o espírito de equipe a organização (pública ou privada) é mais efetiva.

Efetividade significa melhores resultados e melhores serviços.

A consequência da efetividade das organizações é a melhoria da qualidade de vida das pessoas e da comunidade onde estas organizações estão situadas.


O FOCO DO TRABALHO DO GESTOR É A EFETIVIDADE ORGANIZACIONAL.

O MEIO É A GESTÃO QUE LEVE A UM AMBIENTE SAUDÁVEL, A COLABORADORES FELIZES, INTEGRADOS E PARTICIPATIVOS.

A CONSEQUÊNCIA É A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA.

Todos os gestores sabem que seu papel é buscar a efetividade organizacional, é obter resultado positivo.

Infelizmente, poucos entenderam qual o caminho para se chegar lá.

Por esta razão encontramos tantas organizações apresentam resultados medíocres (se comparados com seu potencial).

O papel do gestor não é só planejar, organizar e controlar.

O papel do gestor é, principalmente, alinhar, motivar e inspirar seus colaboradores para a construção de uma organização em que todos sejam vencedores. Cada um tem que sentir que esta ganhando. Não dá para um ganhar em detrimento de outro.

A longo prazo todos perdem...

A visão tacanha, mesquinha e partidária que encontramos na política é o maior sinal do nosso subdesenvolvimento. Enquanto o compromisso for maior com o partido (ou consigo mesmo) do que com o cidadão estaremos patinando e crescendo bem abaixo do nosso potencial. CONTINUAREMOS A SER O PAÍS DO FUTURO.

A visão obsoleta de que o papel do gestor é aumentar o capital do acionista (custe a quem custar) só conduz ao enriquecimento (ilusório) de uma minoria. A qualidade de vida, o meio ambiente, os clientes e o crescimento da própria empresa continuarão a ser vítimas da ignorância gerencial.

Gestores uni-vos!

Já está na hora de todos entenderem que nossa visão de mundo determina como agimos.

Não dá para ganhar se clientes, funcionários, fornecedores, acionistas e a comunidade também não ganharem com nossa atividade.

O mundo não suportará tanta incompetência por muito tempo mais.

Primeiro de Maio, dia de reflexão, não só para os trabalhadores...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tarde demais para ser pessimista


Tarde demais para ser pessimista!

É preciso agir:
- Mudando o que pode ser mudado.
- Agindo dentro do nosso próprio círculo de controle e influência.
- Divulgando uma idéia mobilizadora.

A mudança depende mais da emoção do que da razão.
VER e SENTIR para MUDAR, como diria J. P. Kotter.
O primeiro passo é despertar o senso de urgência.

O filme "HOME" de Yann Arthus-Bertrand tem imagens e mensagens tocantes para despertar o sendo de urgência. (sem falar na música maravilhosa)

ESTE FILME PRECISA SER VISTO POR TODAS AS PESSOAS DESTE PLANETA.

Está no Youtube. É gratuito. Veja no link abaixo:

Não dá para ficar alheio.
A consciência traz responsabilidades!


segunda-feira, 29 de março de 2010

Brasileiros com Propósito

Finalmente Fernando entrou em contato após quase 3 meses de isolamento. Foram apenas 4 minutos de conversa telefônica, mas o suficiente para eu perceber que ele está feliz lá em São João do Carú. Esta vivendo com um grupo de pessoas sem vínculos com qualquer organização social, política ou religiosa.

Eles se autodenominam: Brasileiros com Propósito (BcP).

Me ligou para fazer perguntas. Na verdade, não queria respostas... Este é seu jeito de manter contato.

Por que o Brasil não pode ser um dos melhores países para se viver?

Será que as pessoas não perceberam que existe um movimento em marcha?

Será que alguém acredita que a corrupção que impregna nossa política vai durar para sempre?

Será que alguém acredita que obras públicas não são superfaturadas? Será que alguém acredita que outros "malufs" e "arrudas" continuarão impunes por muito tempo mais?

Será que alguém acredita que a qualidade do ensino no Brasil continuará sendo esta vergonha nacional que impede que empresas como a Intel se instale por aqui porque nos falta de mão de obra qualificada em matemática e ciências?

Será que alguém acredita que um país, qualquer país, se desenvolve se sua população não entender que tem que participar, tem que denunciar, tem que abandonar o hábito de jogar a culpa sempre para outro?

Pelo que senti, o grupo BcP do qual Fernando faz parte, acredita na mudança.

Segundo Fernando está faltando comprometimento. Não atingimos a massa crítica. As pessoas precisam se engajar com atitudes, não palavras. Chega de discursos. Chega do "me engana que eu gosto".

Fernando foi incisivo: "Nunca aparecerá um ´salvador da Pátria´ . Não existe essa de líder heróico. A multiplicação dos pães só acontece na bíblia. Para mudar a situação que nos encontramos precisamos trabalhar duro. Todos nós. Cada um de nós! Infelizmente, está faltando senso de urgência para muitos brasileiros".

"Você Luiz e todas as pessoas que você conhece, precisam se aliar a esta causa. Precisamos trabalhar para tornar este país um dos melhores lugares do planeta para se viver"

"Como?". Perguntei.

"Simples: Faça uma lista das coisas que você fará para melhorar nossa situação. Comprometa-se. Divulgue o que você fará e quando. Incentive outros a fazer o mesmo. Por menor que seja sua ação, ela fará diferença. Acredite. Mudar é possível"

terça-feira, 23 de março de 2010

Uma campanha para mudar o curso da história

Uma campanha para mudar o curso da história. Realmente.

É hora de fazer uma escolha. Nós podemos deixar as tendências atuais continuarem eo risco de colapso quase certo e colapso.

Ou ... Nós podemos agir e definir a humanidade em um novo rumo em direção a um mundo justo, próspero e sustentável.

A escolha é clara. Nós já possuímos as ferramentas para moldar o nosso futuro. O que falta é a nossa vontade colectiva de agir.

QUATRO ANOS é tempo suficiente para construir essa vontade de mudar a nossa direção, até mesmo para transformar a nós mesmos. And GO, porque temos de começar agora.

Ainda há tempo para agir, mas não há tempo a perder.


ASSISTA O VÍDEO:

FAÇA A SUA PARTE - DIVULGUE

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cocô de cachorro, banheiro público e o IDH. Insensatez?


Tive um sonho.

Sonhei que o país era dirigido por "brasileiros de coração", não por oportunistas, vivaldinos e bandidos de plantão.

O presidente, os governadores, os senadores, os deputados, os prefeitos, os vereadores eram todos pessoas bem intencionadas e tinham somente um objetivo em mente: "Transformar o Brasil no melhor lugar da Terra para se viver". Alinhamento total. Sem conflitos políticos no entendimento da missão deles de "servidores" do povo brasileiro.

O principal indicador de performance do país era o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano. "Qualidade de Vida é o que importa". Toda criança, todo funcionário público, todo cidadão, se indagados, dariam a mesma resposta: "Estamos trabalhando para que o Brasil passe do 75o lugar no ranking mundial do IDH para o 1o lugar. Em apenas 20 anos!"

Todas as metas ligadas a Educação, Longevidade e Renda per Capita eram conhecidas e acompanhadas por toda a população. Todo cidadão sabia que tinha que fazer sua parte. Aqueles que não estavam alinhados eram rejeitados pela comunidade. Político oportunista ou incompetente era banido pelo próprio partido. A tolerância com a corrupção, com a criminalidade e com a cultura da mediocridade chegara ao fim.

O País do "jeitinho", O país da "Lei de Gerson", o país do "carnaval, do futebol e das mulheres de bunda fora", o país do "enriquecimento ilícito", o país das "igrejas caça-níqueis", o país do "me engana que eu gosto" estava fadado a dar lugar ao país que é "o paraíso na Terra".

Durante o sonho, comparações com outros países foi inevitável. O sonho virou um pesadelo.

Na Suíça encontrei praças públicas que tinham, a disposição das pessoas que passeavam com seus cachorros, sacos plásticos pendurados. O cachorro fazia cocô, o saco estava logo ali. Não há desculpas para não recolhê-lo.

No Canadá eu vi, num banheiro público, de rua, um cidadão enxugando a pia depois de lavar as mãos. A cultura dominante era: "Deixe como você encontrou, limpo! Outros irão usar este serviço".

Em vários países da Europa, encontrei, em todos os pontos de ônibus, o horário de chegada e saída, que era respeitado!

Na maior parte da Holanda, as casas não tinham muros, os jardins eram bem cuidados e a população não vivia com medo de ser assaltada a noite nos semáforos .

Na Suécia, o ciclo básico era de 9 anos, como o nosso, a diferença era que lá as crianças aprendiam e falavam inglês de verdade.

Na Universidade de Chicago, entrei numa sala enorme, vazia e que só tinha quadros na parede. Olhando mais de perto me dei conta que eram fotos de 73 professores, pesquisadores que por lá passaram e que tinham ganho o prêmio Nobel. (Isto só até o ano 2000). E no Brasil, nenhum prêmio Nobel, sala estava vazia, sem quadros na parede!!!

No Japão, assisti um documentário que relatava a ocorrência de 1 crime por semana. No Brasil 1 crime a cada 20 minutos... Lá 90% dos homicídios são solucionados, aqui menos de 5%... O comentarista disse com um sorriso nos lábios: "O país da impunidade tem como meta ser o 1o no ranking do IDH em 20 anos. Impossível... em 50 anos não estarão nem entre os 10 primeiros..."

Na Inglaterra, um menino de 14 anos comete um crime e vai para a cadeia como se fosse um adulto. Por aqui, um adolescente de 17 anos mata a vontade... Logo será liberado com a ficha limpa.

Acordei assustado e muito triste.

Por que razão não conseguimos acreditar que podemos mudar nossa realidade?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aquecimento global, discussões inúteis e corrupção

Estou aborrecido com o tempo gasto por centenas de pessoas argumentando que o aquecimento global não é causado pelo homem.

O tecnicismo para provar que o aumento do CO2 na atmosfera se deve, principalmente, a causas naturais (vulcões, aumento da temperatura nos oceanos, etc.) e não pela atividade humana, afasta-nos da discussão crucial: nosso estilo de vida.

Não importa que a humanidade seja a causadora de somente 20% do aumento das emissões do CO2. Não importa que não sejamos o principal responsável.

A discussão sobre o aquecimento global deve ser direcionada para fatores que podemos controlar. Não podemos perder o foco de que estamos poluindo e destruindo a natureza irresponsavelmente. Estamos devastando nossas florestas, estamos impermeabilizando demais o solo dos grandes cidades, estamos gerando resíduos tóxicos não-degradáveis num ritmo suicida, estamos consumindo recursos naturais numa proporção que a natureza não consegue repor.

O problema não é técnico. O problema do aquecimento global é filosófico. Representa muito mais do que o aumento da emissão de CO2. Simboliza nosso estilo de vida irresponsável.

Deveríamos gastar mais tempo para provar que podemos reduzir nossa contribuição de aumento de CO2 na atmosfera. Deveríamos gastar mais tempo para reciclar, reutilizar e reduzir o consumo. Deveríamos gastar mais tempo agindo em defesa da natureza. Deveríamos gastar mais tempo provando que cada atitude, por menor que seja, fará a diferença, ao invés de discutirmos quem é o grande vilão.

Seremos 7 bilhões em pouco tempo! Precisamos agir.

Que atividades farei para dar minha contribuição?

· 1-Ser menos complacente com erros e ineficiências, pois toda vez que corrigimos algo estamos consumindo mais energia e materiais do que o necessário para fazer certo da primeira vez).

· 2-Andar a pé o mais que puder. Evitar dirigir.

· 3-Reduzir o uso de embalagens plásticas.

· 4-Reduzir o consumo de alimentos industrializados e carnes.

· 5-Trocar de celular e equipamento eletrônico somente em caso de necessidade (não por modismo).

· 6-Usar lâmpadas e equipamentos ecológicos (eficientes, de baixo consumo de energia, feitos de materiais recicláveis e reutilizáveis)

· 6-Tomar banhos mais curtos e com água mais fria.

· 7-Imprimir somente o absolutamente necessário.

· 8-Reduzir o consumo de bens e utilizá-los pelo maior tempo possível.

· 9-Plantar uma árvore, fazer um jardim, fazer um canteiro ou que for possível em casa.

· 10-Reciclar e Incentivar outros a reciclarem.

· 11-Divulgar a necessidade da mudança do nosso comportamento quanto ao consumo.

· 12-Votar e incentivar outros a votarem em políticos honestos e ambientalmente ativos . No Brasil, muita energia é desperdiçada pela corrupção. Ruas e obras públicas feitas com baixa qualidade são "refeitas" inúmeras vezes. O consumo de materiais e energia, a longo prazo, acaba sendo muito maior do que o necessário para corretamente da primeira vez.

PPPolíticos corruptos e ineficazes são anti-ecológicos. Devem ser banidos pelo nosso voto.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A MULHER, A BÍBLIA E O DESENVOLVIMENTO

Walter me contou que estava num encontro de negócios que reuniu vários fornecedores de uma multinacional européia.

Sua apresentação foi tranqüila sem incidentes ou questionamentos.

Por outro lado, um apresentador de uma poderosa empresa asiática ficou nervoso, pois sua apresentação gerou questionamentos.

Num gesto de desagrado, para demonstrar o descontentamento com sua assessora pelo erro constatado, deu um tapa na cabeça dela, na frente de todos os presentes. Um peteleco. Nada violento. Um gesto cultural de punição (aceito no seu país?) mas, certamente, não lá na Europa.

No intervalo do café, este fornecedor recebeu uma mensagem no seu smartphone. Se retirou para não mais voltar... Era o fim de uma promissora carreira...

"O tratamento e o respeito pela mulher evoluiu muito em grande parte do mundo".

Walter, reforça a afirmação com duas passagens da Bíblia. Fiquei horrorizado!

As passagens encontram-se em Gênesis 19, 5 e Gênesis 19,7-8.

Dois anjos foram enviados a Sodoma para avisar Ló, sobrinho de Abraão, e dizer que ele saísse da cidade antes da chegada do enxofre.

Ló recebeu os anjos com hospitalidade. Os homens de Sodoma, ao saber da visita, se reuniram em torno de sua casa e o questionaram: "Onde estão os homens que vieram a tua casa hoje? Trazê-os para que deles abusemos". Na sua bravura, Ló, o escolhido por Deus para ser salvo, rejeitou o pedido dos homens dizendo: "Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal; tenho duas filhas virgens, e vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto".

Semelhante desrespeito a dignidade da mulher é encontrada no capítulo 19 no livro de Juízes, que relata a história de um levita que viajava com sua concubina. Eles passaram a noite na casa de um hospedeiro. Quando jantavam, homens da cidade bateram a porta exigindo que entregassem seu convidado "para que dele abusemos". A resposta do anfitrião retrata a visão (moralmente aceita na época?) de mulher como objeto de troca: "Não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa... Minha filha virgem e a concubina trarei para fora; humilhai-as e fazei delas o que melhor vos agrade; porém a este homem não façais semelhante loucura".

A Humanidade está ainda na sua adolescência. Temos muito que evoluir. Tenho certeza que chegará o dia que o próprio indivíduo será a única autoridade para determinar, sem questionamentos ou julgamentos de qualquer espécie, o que fazer com seu corpo, seja em casos de aborto ou eutanásia.

Tenho certeza que chegará o dia em que as religiões cairão por terra, e a própria Bíblia, fonte de princípios morais temporais, não passará de um documento histórico. A Humanidade evoluirá a tal ponto que não mais fará sentido o "Dia da Mulher", o "Dia da Consciência Negra", e tantas outras datas religiosas.

Todo dia será dia para se celebrar a Vida.

Infelizmente, assistiremos ainda, muitos shows de barbárie contra mulheres e minorias em nome de um deus ou em nome do amor a uma pátria ou pela pressão de uma sociedade ignorante.

Por muito tempo ainda, os Ló´s e os hospedeiros deste planeta continuarão a oferecer uma vida em troca de um princípio moral insignificante, mesquinho e inaceitável... e muitas pessoas, como aquele fornecedor asiático pagarão um preço muito alto para aprender que a dignidade humana precisa ser respeitada...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Arruda e a Longa Jornada


O primeiro passo foi dado.

O Brasil tem um longo caminho a frente para se tornar país de primeiro mundo.

Não devemos nos enganar com discursos nacionalistas de políticos demagogos. Nosso presidente disse certa vez que o Brasil tem sistema de saúde pública de primeiro mundo...

A popularidade do presidente, aqui dentro e lá fora, não muda a realidade. Temos problemas gravíssimos na saúde, na educação, na segurança e principalmente na política.

O Brasil nunca poderá ser considerado um país de primeiro mundo se continuar sendo o país do jeitinho, dos conchavos e da tolerância com a corrupção.

A prisão de Arruda é o primeiro passo de uma longa jornada. Além dele, muitos outros precisam ir para a cadeia para deixarmos de sentir vergonha de nossos políticos.

A população precisa acordar e entender que nunca existirá um "salvador da pátria", um "líder heróico" que mudará a situação do país de um dia para outro.

Boas organizações (Países incluídos) são construções de seus participantes.

Este trabalho de construção precisa ser feito com atitudes do nosso dia-a-dia, não só exigindo o que é certo, mas também fazendo o que é certo.

Precisamos acabar com a tolerância ao "jeitinho brasileiro".

No caso de candidatos a cargos públicos, se houver suspeita de corrupção ou se este candidato responder a qualquer processo na justiça, não é digno de voto. Tolerância zero. Esta decisão deveria fazer parte da cultura da nossa população. Não precisamos de mais leis dizendo quem pode ou não pode se candidatar. Precisamos incentivar as pessoas a rejeitarem candidatos com qualquer problema com a justiça. Candidato para ter nosso voto tem que ter ficha limpa. Se for pego, filmado ou processado, pode esquecer, nunca mais receberá voto de ninguém!

Só assim deixaremos de ter Malufs, Arrudas, Dirceus, Sarneys, anões, pianistas, manipuladores e ladrões nos representando por mais de um mandato.

Este país nunca se tornará um país de primeiro mundo se continuarmos tolerando a mediocridade na política e sendo medíocres em nossos ações cotidianas.

Gandhi, sabiamente disse: "Quem não dá o melhor de si, está roubando".

O primeiro passo foi dado com a prisão de Arruda.

Vamos continuar.

Participe da jornada para um Brasil desenvolvido.

Incentive todos os seus colegas a não votarem em candidato com problemas na justiça. Sem perdão. Tolerância zero.

A JUSTIÇA PODE PERDOAR. ELEITOR NÃO.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Selva e o Reencontro com a Humanidade


Sábado, 6 de fevereiro, 6 horas da manhã, eu ainda dormia quando o interfone tocou. Era o Fernando. “E ai cara? Como vai? Que saudades. Vamos tomar café juntos no Frans da Portugal? Preciso conversar com você. Pegue o seu triciclo. Estou te esperando aqui em baixo com o meu. Vê se desce logo cara.”

O que será desta vez?

Fernando acabara de voltar de um treinamento de sobrevivência na selva. Ficara uma semana em Manaus, incomunicável. Pensei que iria falar sobre o curso...

Quando me viu, me abraçou longamente e com muita emoção. Estava irradiante, entusiasmado e feliz como eu nunca vira antes.

Quando chegamos ao Frans, outro abraço emocionado.

Me conta como foi o treinamento?

“Foi legal, você precisa fazer. Cara, como estou feliz em te ver. Sabia que você é o irmão que eu nunca tive? Você é meu melhor amigo” ( E outro abraço. Confesso que fiquei constrangido pelos olhares das outras pessoas, mas Fernando não estava nem ai).

Do treinamento não vou falar nada. Só vou te deixar estar foto. Tô aqui, o primeiro da corda, mostrando a fotografia. Estava quase desmaiando de cansado. No verso tem a senha da minha conta no Santander. Só vou usar o Bradesco. Aqui tem uma procuração. Quero que você cuide do meu apto e do meu carro. Venda quando for o momento. Vou para São João do Caru. Não sei quanto tempo vou ficar por lá ou se vou voltar. Possa ajudar muitas pessoas por lá.

Fernando, você não está muito emotivo por causa do treinamento? Será que é o momento de tomar uma decisão destas?

“Cara, nunca me senti tão feliz na minha vida. Tô alegre, tenho vontade de abraçar todo mundo. Tenho o maior prazer em cumprimentar as pessoas com um sorriso, de conversar, de ajudar... Me sinto livre, leve, capaz de fazer as coisas sem amarras, sem máscaras, ser eu mesmo. Me sinto como uma criança feliz, sem preconceitos. Tenho você, meu irmão, meu triciclo e meu sonho de fazer a diferença naquele fim de mundo. É pra lá que eu vou, sem lenço e documento, eu vou...”

Outro abraço prolongado,e lágrimas... e lá se foi Fernando sem capacete, gritando: “eu te amo cara, eu me amo, quero que todo mundo seja feliz como eu...”

Eu fiquei paralisado, boquiaberto, tentando entender o que aconteceu sob o olhar curioso da atendente e de 4 clientes do café.

O que será que aconteceu naquele treinamento? Será que as privações por que passou o fizeram enxergar sua vida de um outro ângulo? Será que as dificuldades e desafios o fizeram se abrir e expor o seu eu superior? Será que os desafios que enfrentou o fizeram sentir a necessidade de ajudar os outros?

Será que ele não percebeu que ele viveu uma semana intensa, num ambiente “controlado” onde as pessoas poderiam ser elas mesmas e “aqui fora” a realidade é outra?

Fernando me disse muitas vezes: “O homem sensato se adapta ao mundo. O insensato adapta o mundo a si mesmo.”

Tenho certeza que o treinamento o ajudou a se libertar das mascáras, das amarras que estes anos de convivência com pessoas infelizes, amargas, egoístas e sem perspectivas o forçaram a usar como proteção. Tenho certeza que Fernando deveria ter problemas pessoais, escondidos dos outros e dele mesmo. O treinamento, não sei como, expos para ele mesmo seu eu inferior. Fernando se transformou e assumiu a criança pura que sempre existiu dentro dele.

Meu irmão, não sei quanto tempo você ficará longe mas, se voltar, você sabe que encontrará o grande amigo e admirador de sempre. Vá em frente sem medo, siga seu coração. Você é um exemplo de pureza, de dignidade e de bondade que deveríamos encontrar em todos os seres humanos.

Será que existe selva suficiente para treinar e despertar toda essa gente alienada à vida e a felicidade de estar aqui?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Olhos azuis, Corrupção e o Poder do Contexto


Em 1968, após a morte de Martin Luther King, a professora Jane Elliot de Riceville (uma cidadezinha do interior de Iowa, cuja população na sua maioria era branca e cristã) realizou um experimento interessante com seus alunos da 3a série.

Ela afirmou para a classe que os alunos de olhos azuis eram superiores, mais inteligentes e melhores que os de olhos castanhos. Estabeleceu privilégios para as crianças de olhos azuis, como por exemplo ficar mais tempo no recreio e ter exclusividade no uso dos brinquedos do playground, ao mesmo tempo passou a ser mais rigorosa com as crianças de olhos castanhos. Identificou as de olhos castanhos com um grande colar de tecido colorido para serem vistos de longe. Determinou que estas crianças não poderiam mais brincar com as de olhos azuis.

Na sala de aula usou todas as oportunidades para reforçar que as crianças de olhos azuis eram melhores, mais inteligentes e mais comportadas.

O que aconteceu?

As crianças de olhos azuis passaram a se sentir superiores e começaram a menosprezar as crianças de olhos castanhos. Uma das meninas, que usava óculos, no dia seguinte foi à escola sem eles para realçar seus olhos azuis...

A visão estereotipada da realidade é extremamente danosa à sociedade.

Durante o nazismo um ministro luterano disse: “Quando eles se voltaram contra os judeus, eu não era judeu e não fiz nada. Quando se voltaram contra os homossexuais, eu não era homossexual e não fiz nada. Quando se voltaram contra os ciganos, eu não era cigano e não fiz nada. Quando se voltaram contra mim, não havia ninguém para me defender...”.

Interessante que este comportamento de “a injustiça não está acontecendo contra mim, vou ficar na minha” foi observada no experimento.

As pessoas normalmente escolhem as situações que aceitarão ou rejeitarão. Elas podem mudar a situação por suas ações, influenciar outros na sua esfera social, e transformar o ambiente de muitas maneiras.

Somos agentes ativos com certa capacidade de influenciar o curso dos eventos que afetarão nossas vidas e moldar nossos destinos. Nosso comportamento e o da própria sociedade são afetados por fatores biológicos, mas principalmente por práticas e valores culturais. O ímpeto de adotar certo tipo de comportamento não vem de certo tipo e indivíduo, e sim de uma característica do ambiente.

O Poder do Contexto afirma que o comportamento é uma função do contexto social.

Atualmente, sabe-se que as situações sociais (regras, cargos, pressão do grupo, identidade grupal, presença de autoridade, símbolos de poder, pressão de tempo, estereótipos, semântica) exercem muito mais poder sobre as ações humanas do que tem sido reconhecido pelo público em geral.

Hartshorne e May constataram que a honestidade não é um traço fundamental de caráter. Honestidade sofre uma considerável influência da situação.

Sob a ótica desta teoria não devemos olhar o indivíduo como aquele que detém o controle exclusivo de seu comportamento, que age com vontade própria e, portanto é o único responsável por toda e qualquer ação sua. A realidade é menos romântica do que gostaríamos!

Fazendo um paralelo, posso inferir que o comportamento de nossos políticos de Brasília se parece com o das crianças de olhos azuis, durante o experimento!

O ambiente externo, “a sala de aula Brasília” está tão impregnada de práticas e valores que estimula nossos políticos a acreditarem que são “superiores, diferentes e especiais”.

Não vêem nada de errado em colocar dinheiro na meia ou na cueca. Acreditam que vamos engolir mentiras deslavadas como “compra de panetones” ou “não ter dinheiro no exterior” ou que seus bens patrimoniais cresceram enormemente por serem “bons empreendedores”...

Quem tem o direito de julgá-los? A final são políticos e “têm olhos azuis”.

Precisam de foro privilegiado!

E a população? Vai continuar tendo o mesmo comportamento complacente e alienado do ministro luterano?

A própria teoria do Contexto dá a solução:

PARA SE CRIAR UM MOVIMENTO CONTAGIANTE (e mudar esta situação) É PRECISO CRIAR VÁRIOS PEQUENOS MOVIMENTOS.

A internet é o mecanismo para o alastramento de novas idéias e informações, de uma pessoa ou pequenos grupos, para toda a sociedade. Só assim atingiremos massa crítica suficiente para abolir o preconceito, a corrupção, eliminar estereótipos e pressionar entidades a adotarem práticas éticas em seus ambientes.

O Brasil tem salvação!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Boas organizações são criações de seus participantes

Foram 13 dias caminhando.

Partimos de Pieterburen até chegarmos a Vorden. Fizemos 232 Km da trilha “Pieterpad”, que cruza a Holanda de Norte a Sul.

Todos as noites dormíamos em casas de famílias que destinam um ou dois quartos para quem faz esta trilha (tipo Bread & Breakfast para caminhantes). São acomodações cadastradas que você encontra no Guia de 163 páginas publicado pela Nivon. (infelizmente disponível somente em Holandês).

Na Holanda existem 40 Trilhas oficiais de Longa Distância (Lange Afstande Wandelpad, abreviação: LAW), sinalizadas, com guias ilustrados onde você encontra mapa por trecho, informações de cada região, endereço de acomodação etc.

Uma das maravilhas do primeiro mundo...

Caminhar na Holanda é uma maravilha: O país é plano, praticamente 30% fica abaixo do nível do mar. As trilhas são bem sinalizadas, mas você pode se perder se não ficar atento, principalmente nos pontos onde diferentes trilhas se cruzam. É muito seguro, as pessoas são atenciosas, a paisagem é linda, mesmo quando você cruza cidades. O ponto alto é a acomodação. Você dormirá, na maioria das vezes, em casas de aposentados cujos filhos se casaram e um ou dois quartos ficaram disponíveis. Eles adaptam a casa para receber “peregrinos”. O café da manhã é sempre muito bom e mais uma oportunidade de interação.

Em Hellendorn ficamos hospedados na casa de um casal supersimpático. Ele, nos “velhos” tempos era motoqueiro e adorava viajar. Eu disse que tinha um triciclo. Foi o começo de um longo papo que resultou num telefonema para o filho, que morava numa cidade vizinha, trazer sua moto para eu dar uma volta...

Em Schoonloo, quando cruzávamos uma fazenda, vi um avião da segunda guerra estacionado em frente de um casarão. Parei para conversar com o dono. Além de café com bolo, ganhei o direito de entrar no cockpit do avião tirar uma foto...

Numa outra cidade, fomos convidados a subir no telhado da casa para apreciar a vista da cidade...

Renda per capita, por si só, não é um bom indicador da qualidade de vida. Desenvolvimento de um povo e qualidade de vida de sua população incluem valores não mensuráveis como respeito e confiança no ser humano, cultura, amor ao trabalho, dignidade nas relações.

Em uma das casas que ficamos hospedados, ouvi um ditado que teve um impacto muito grande na minha maneira de ver as Instituições:

“Deus criou o mundo, nós, os Holandeses, criamos a Holanda”.

Ele tem toda razão.

Boas empresas (como ‘bons’ países) não acontecem por acaso.

São criações de seus participantes.

Parabéns a todas instituições cujos participantes, intencionalmente, trabalham para criar um ambiente melhor. Este é o caminho.

Participar. Sentir-se responsável.

Algumas fotos da nossa jornada: http://www.youtube.com/watch?v=ZIuSggOWnMg

domingo, 10 de janeiro de 2010

Falta Político com “P” maiúsculo no Brasil ou Arrudas e Andorinhas


Nunca vi tamanha cara de Pau... Como esse Arruda consegue?

Pedir perdão para ser “perdoado”?

Por que seus colegas não fazem a mesma coisa que a maçonaria de Brasília fez?

Não dá para perdoar. FORA!

Um cara de pau destes não pode ser membro de nenhuma instituição que se diga digna de respeito.

Como consegue ter amigos e apoiadores?

Infelizmente, nossas instituições têm muitos arrudas, dirceus, sarneys, malufs, anões, mensaleiros e complacentes com a mediocridade, com a incompetência e com a corrupção...

O ambiente é o fator determinante do nosso comportamento. (O Poder do Contexto - George P. Fletcher)

O ambiente de Brasília está tão contaminado que nossos políticos perderam completamente o senso de realidade.

Precisamos de gente nova no poder, sangue novo, pessoas sem ligações com os partidos atuais. Precisamos de pessoas bem intencionadas, pragmáticas, coerentes, com visão sistêmica e moderna, pessoas não vinculadas a dogmas de esquerda ou de direita, sem vínculos com seitas religiosas ou “nacionalismos idiotas”...

Pessoas evoluídas que sabem que não dá para se ganhar em detrimento de outros. O mundo é sistêmico. Recursos são limitados. Para continuarmos desfrutando o privilégio de estar aqui precisamos de uma nova mentalidade no poder.

Esta mudança acontecerá!

É inevitável.

O mundo converge para uma sociedade mais justa, mais digna, menos corrupta e menos desigual (apesar dos ‘ups and downs’ e da apatia de muitos).

A tecnologia está ajudando.

Cada vez mais, a informação de qualidade estará disponível e sem censura (apesar dos políticos retrógados, corruptos e manipuladores).

Vamos melhorar e os arrudas se tornarão políticos em extinção.

Todo processo de mudança começa com uma crença.

Segundo meu avô Caetano, uma andorinha só faz verão!

O que pode uma só pessoa fazer por uma sociedade gigante?

Segundo Ortega e Gasset “Produzir uma idéia mobilizadora”

Coragem!