
http://www.youtube.com/watch?v=LGlDbrsBjNg&feature=share&list=UUFPadU1g-YdVOamdxd_IzCA
Blog do Monta, espaço para reflexão.


O que nos torna “Humanos”?
Valores? Que valores possuíamos, se nossa autoconsciência era nula?
Neste estágio da evolução ÉRAMOS “ANIMAIS”. Não podíamos ser classificados como “HUMANOS”.
Em pleno século XXI existem muitas pessoas retardadas no seu desenvolvimento. Não conseguem compreender o significado da vida, não se sensibilizam com os problemas de outros, só conseguem enxergar a si mesmo. Cometem atrocidades embalados pela ignorância e pelo sub-desenvolvimento.
A punição acelera o desenvolvimento do comportamento “Humano”?
A solução está na Educação e na melhoria das condições de vida da população. O problema é que muitas vezes, os responsáveis pela Gestão Pública não são tão “Humanos” para entender as responsabilidades da sua missão.

A viagem foi tranqüila.
O único incidente foi que a mala da Marlene chegou 10 longos minutos depois da minha. Pareceu uma eternidade. Como o tempo é relativo...
No saguão de saída vi um senhor de chapéu preto com uma placa escrito: “Montanari”.
Chego mais perto e me surpreendo: “Fernando! Que bom te ver...”
Ele veio nos buscar, pois queria nos dar logo a notícia:
“Não será desta vez que vocês se encontrarão com a Carolina. Ela teve que participar de um seminário na Suíça e não retorna antes de vocês estarem de volta ao Brasil... Mas, não se preocupem. Para compensar, para o aniversário do Monta, eu reservei 3 lugares num bistrô muito legal e bastante concorrido, tem apenas 8 mesas... Uma pena que não posso ficar com vocês nestes próximos 4 dias, mas vocês não sentirão minha falta... No dia 05 pego vocês as 19h no hall de entrada do hotel para jantarmos. OK?”
Realmente, os 4 dias passaram voando.
Nem ouso falar sobre o encanto desta cidade. Depois de Woody Allen (Meia Noite em Paris) quem consegue retratá-la de forma mais intrigante e romântica? Não dá para não gostar daqui.
Às 7hs do noite, pontualmente, ainda com o sol mostrando sua cara, lá estava Fernando com seu chapéu preto (que peguei para mim). Quinze minutos depois, estacionamos numa viela ao lado da “Rue Saint-André-des-Arts” e após andarmos um pouco chegamos a uma antiga porta rústica, verde e enorme. Acima se lia “Nymphéas du Giverny”.
Estava fechada para o espanto de todos nós!
“As luzes estão apagadas, parece não ter ninguém... Não tem problema”. Disse para tentar amenizar a situação. “Por aqui tem tantos lugares legais para jantarmos”.
“Não é possível, eu fiz a reserva”, esbraveja Fernando. “Vamos bater na porta. Veja! Tem uma moto aqui, talvez o dono esteja lá dentro” .
Assim que ele bate, a porta se abre e as luzes se acendem : “Surprise”! As mesas estavam todas ocupadas e numa delas Carolina, seu marido e seu filho!
No alto, vejo uma faixa: Monta: Joyeux anniversaire, félicitations et courage!
Que coisa, nunca pensei que fosse me emocionar tanto...
Foram 4 horas fantásticas. Um rito de passagem inesquecível... quem diria que fazer 60 seria tão empolgante...
Na verdade, meu aniversário foi só uma desculpa para o Fernando reunir o grupo que fará a Rota 66, de moto, em Julho... mas, da forma com que ele planejou e organizou o encontro, valeu. Eu senti como se tudo fora feito para mim...
Afinal, como diz meu amigo: “A imaginação tem mais valor do que o conhecimento...”.

Dilma, com apoio popular, decidiu que não vai mais ceder aos chantagistas do Congresso.
Dia 01 de Abril de 2012 foi definido como o “DIA DO BASTA”.
Chega do: “É dando que se recebe”.
A “Base Aliada de Nós Mesmos” e os “Caquéticos Amantes da Ilusão do Poder” acreditam que vão ganhar “este jogo”.
Afinal, quem ousaria se opor ao poder consolidado dos “Honrados Sarneys”, dos “Altruístas Ruralistas”, dos “Pregadores do Bem”, dos “Calheiros Articuladores”, dos “Gigantes do Orçamento”, dos “Amantes do Whisky Contadores da Estória de Como Seria”?
“Não vamos ceder”, dizem eles, “Não temos medo de cara feia. Vocês acham que alguém consegue fazer alguma coisa neste País se não quisermos que seja feita? Como vocês são ingênuos... sempre foi assim e sempre será... ”.
07 de Outubro de 2012
A disputa entre a Presidente e a base aliada no Congresso não afetou as eleições municipais.
Apesar da grande aceitação do “DIA DO BASTA”, os partidos dos “caquéticos” e dos “nos mesmos” conquistaram a maioria dos votos.
Não apareceram figuras novas.
O me engana que eu gosto continua imperando.
A critica da Poderosa Mídia continua discreta (não dá para apostar num cavalo só...).
12 de Fevereiro de 2013
Brasil é destaque na imprensa mundial.
O Carnaval dos Carnavais foi apresentado ao vivo em 118 países.
Nunca se viu tanta beleza e luxo.
Brasil conquista o titulo do País mais alegre do Mundo.
01 de Abril 2013.
A Lei Geral da Copa ainda não foi assinada.
Centenas de projetos continuam pendentes.
Aprovações por decreto foram revertidas pelo Supremo.
A disputa com a base aliada perdeu espaço na Poderosa Mídia.
Bomba!
Brasil não vai mais sediar a Copa de 2014.
O povo se rebela e vai as ruas.
Lei Marcial.
Eleições Gerais são marcadas para 01 de Maio.
Coragem, Dilma.
Agora a situação muda!
Será?

Passava das 11hs da noite quando liguei meu celular apos sair da sala de aula.
Tinha uma mensagem de Fernando: “Urgente. Me liga hoje. Qualquer hora. Carolina está viva e mora em Paris”.
- Que aconteceu? Só estou ligando agora porque você pediu!
- Ah! Qui est ce? Qui est ce?(com certeza ele estava dormindo, afinal eram mais de 3 hs da madrugada em Paris).
- Sou eu. Montanari. Você pediu para eu ligar urgente.
- Oi, Monta. Você não vai acreditar. Fui participar de um seminário na Panthéon-Assas e uma das palestrantes era a Carolina! Casou quando veio estudar e ficou por aqui. Tem 1 filho de 25 anos, Jean-Luc, porra-loca igual ao pai. Você e a Marlene vão amar...
- Legal!
- Legal, que nada. É fantástico! Jean-Luc tem uma moto Voxan Nefertiti e o pai uma Harley 1200. Peguei a Harley emprestada. Parto amanhã com Jean pra Bélgica. Vou conhecer Brugges, volto dia 30. Falei de você e seus planos de fazer a Europa de triciclo. Estamos esperando vocês aqui, no final do mês...(uma pequena pausa e a paulada) pra gente refazer os seus planos de julho. Nós já...
- O que? Você está sonhando? Final do mês... refazer meu plano... Eu ...
- Calma. Já está tudo acertado. Fizemos a reserva prá você e a Marlene. Vocês embarcam dia 31, sábado pela Air-France, vôo AF0457. Já paguei. Vou te enviar o e-ticket por email amanhã cedo. Reservamos um hotel perto do apto da Carolina.
- O que?
- Tem mais. O Jean, o pai e a Carolina vão em Julho para os Estados Unidos fazer a Rota 66. Decidi que vou com eles. Queremos que vocês façam parte do grupo. Já pagamos a reserva de vocês, $3.200! O resto é por sua conta. Veja os tours guiados no site da Eaglerider . Jean é um porra loca. Esta família é demais. Vocês vão adorar! Estamos esperando vocês para detalhar nosso roteiro. Você pode esquecer a rota Fussen-Wurzburg na Alemanha. Vamos para os...
- Fernando. Num tá certo! O que deu em você. Caramba, assim...
- Tranqüilo. Pega sua passagem. Vem prá cá e a gente conversa. Preciso descansar. Amanhã saio cedo. Bonsoir, mon ami! ( e desligou).
Acabo de receber um tweet de Fernando:
“Estou na França. Vim aqui pra assistir “Meia noite em Paris” de Woody Allen...vou te ligar no Skype. Não fuja.”
“O tempo está maravilhoso, do jeito que gosto: Céu nublado e uns 10 graus... excelente para caminhar...Vem prá cá você também...”
“Ta louco, tenho que trabalhar...”
“Menos... não se leve tão a sério... Você já parou pra pensar que a vida não é só trabalho? Depois do que aconteceu comigo, lá no Maranhão, eu mudei. E como mudei...
Se alguém me pergunta o que eu faço, não fico aborrecendo o outro com detalhes da minha vida pessoal. Eu fazia muito disso. Uma vez, durante um vôo pro Nordeste cheguei a ficar mais de uma hora falando, sem parar, sobre meu trabalho com uma senhora que sentou-se ao meu lado e fez a besteira de perguntar o que eu fazia e porque estava indo pro Maranhão...
Eu era meu trabalho! Não tinha identidade. Não tinha tempo para nada. Vivia estressado. Só sabia falar, com eloqüência, sobre o que fazia, as dificuldades que enfrentava e meus desafios... Eu não era ninguém fora do trabalho...
Hoje, eu aprendi que o segredo de viver bem, o segredo para ficar mais energizado e menos estressado com o trabalho é desfrutar pequenos momentos todos os dias!
Sentar na varanda e tomar um copo de vinho olhando pro céu, tomar um cafezinho com calma, dar uma caminhada tranqüilo, sentar numa poltrona e só ouvir música com fone de ouvido sem fazer absolutamente nada, ir ao cinema no meio da semana...
Sair da rotina, TODA A SEMANA, é muito importante para carregar as baterias...
Quer ser produtivo e mais eficiente? Pare e relaxe. Curta pequenas coisas todos os dias, sem pensar nas coisas que tem que fazer... desfrute aquele momento!
Monta, preciso desligar. Manda um abração prá sua mãe. Ela faz aniversário dia 14, certo?”
Escutar, nunca foi o forte do Fernando!

15 de fevereiro de 2034.
Faz calor em Oeiras. Muito calor, apesar de ser 4 horas da madrugada...
Um dos nossos personagens, um garoto de 12 anos dorme um sono intranqüilo. Menos pela temperatura e mais pela ansiedade da aventura que o espera amanhã: ir a cidade para ver o circo! Afinal, foram meses e meses de espera e de trabalho duro para juntar algum dinheiro. Tudo para realizar este sonho que segundo seu avô, seu único companheiro naquela casa de barro, era uma extravagância.
Moleque, como era chamado, conseguiu juntar 10 R$ em oito meses de trabalho. Quanto esforço! Seu avô estava orgulhoso da determinação do moleque... e não era para menos, com tanto dinheiro o garoto poderia comprar um par de sandálias novas que tanto precisava e ainda sobrava uns trocados para uma rapadura de 2 kilos... mas, não! O garoto insistia que tinha juntado o dinheiro para ir ao circo, comprar pipoca e ver o mágico de Zós...
Naquele momento, nada tinha mais VALOR para ele do que este passeio. “Será que os velhos nunca foram crianças e não sabem que diversão é muito mais importante que sapato e comida?”
Enfim, amanhece. O avô acorda, senta à beira da cama e pensativo passa a observar o neto dormindo... são quase seis horas, logo os dois se porão a caminhar: “hoje é um dia de festas”...
Vô, apesar de seus 82 anos, ainda era perfeitamente lúcido. Conseguia se lembrar de muita coisa do antes... Ele vivia contando antigas estórias... lembrou-se, naquele momento, que estudou um conceito que conseguiria explicar esta necessidade de querer coisas que, na verdade, não são essenciais... “Ah, se ainda tivesse os livros de Marketing... eu gostava tanto do prof. Cosenza... que saudades da minha turma do mestrado... que pessoal criativo! Será que sobreviveram?... Ah, sim... o ponto de partida está baseado nos desejos e nas necessidades humanas... o desejo das pessoas por coisas que podem comprar vai gerar uma DEMANDA... Mas, por que alguém prefere comprar um ingresso de circo a uma sandália? ... ai entra o conceito de UTILIDADE... Cada coisa tem uma capacidade diferente de satisfazer as necessidades humanas...
O velho ainda viajava em seus pensamentos quando, de repente, escuta uma voz lá longe chamando: “Vô, vô, tá na hora, precisamos ir, o Sr. tá me escutando?...”
Aos poucos o velho volta a si, e descobre que tem uma missão importante a fazer: ensinar seu neto aquilo que ainda conseguia se lembrar do passado... E isso começaria imediatamente!
Naquele deserto, no meio do nada, seguem felizes um velho e um moleque, cada qual por uma motivação diferente...
Se alguém estivesse por perto escutaria, pelas quase 4 horas de caminhada, o velho discorrendo sobre a distorção dos valores humanos para criação de demandas artificiais... sobre o consumo desenfreado... sobre a famosa mensagem de Victor Lebow... sobre a “percepção de obsolescência das coisas” induzida pela propaganda que nos obriga a trocar coisas mesmo quando ainda são funcionais... sustentabilidade ... superpopulação... e o preço que a humanidade pagou por tudo isto...
“Moleque, milagres não existem. Tudo tem limite. Tudo tem um preço. O segredo está nas escolhas que fazemos, coletivamente...”
E esta foi a história de um velho que sobreviveu às conseqüências do consumo irresponsável...
“Por que razão que se perceba,
Não há de ser esta história mais verdadeira
que tudo quanto os homens de marketing pensam
e tudo quanto as escolas ensinam?”

Os pingos da chuva batiam na janela ritmados como no 2o movimento do concerto Inverno de Vivaldi.
De repente acordei...
Sonhei que eu gerenciava uma empresa na qual os funcionários eram felizes. Uma empresa onde se via que o sorriso no chão da fábrica era natural e espontâneo.
Uma empresa onde os funcionários tinham orgulho de trabalhar, eram ouvidos, respeitados e se sentiam responsáveis pela manutenção do espírito de cooperação.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo” NÃO se aplicava a nossa realidade.
A gestão participativa era praticada. As pessoas se respeitavam.
A empresa era estruturada com base em Equipes, em Equipes Auto-Geridas, não em deptos. O espírito de equipe fazia toda a diferença!!!
A relação ganha-ganha imperava.
Toda contribuição era reconhecida e recompensada. Ganhei uma camiseta do PSV Eindhoven de um operador que, como reconhecimento, fora premiado com uma viagem à Holanda...
Inúmeras viagens, prêmios em dinheiro, inclusive carros eram distribuídos em função das melhorias efetuadas pelas equipes.
A participação nos resultados não era um “me engana que eu gosto”.
Vários gestores do exterior, inclusive sindicalistas da Inglaterra, vieram conhecer como nossa empresa conseguia ser tão especial.
O segredo era o comprometimento e o envolvimento dos funcionários alimentados pela fé que todos, inclusive a liderança, tinham no modelo de gestão!
A auto-gestão funciona! Só depende de maturidade...
Continua chovendo...
Como um sonho pode retratar a realidade?