sexta-feira, 21 de julho de 2017

Diário de um momento



Diário de um Momento

Este texto é antes de mais nada
a tentativa de descrição
de um momento 
em que acreditei
que mudar era possível…
não só possível 
mas, necessário.

Mudar?
Quem? 
Eu?
Será que devo mudar?

(Silêncio…)
(Silêncio prolongado o bastante pra descobrir… descobrir que…)

Todo processo de mudança começa com uma crença.

É preciso acreditar
para mudar.
Acreditar?
Sim, é preciso acreditar
para mudar,
para realizar,
para criar,
para viver!

(Silêncio).

Será que isto tem algum sentido?

Não sei se a palavra certa é
Acreditar ou Querer…

Acreditar ou Querer ou Sentir?

Sentir?

Sim. É preciso sentir!

Para mudar é preciso
Sentir,
Querer,
Acreditar.

Mudar o que?

Eu ou o que vejo lá fora?

Lembrei de Bias, o filósofo:
Carrego comigo todos os meus bens!

Sou o que vejo,
E o que sinto.
E sinto mais do que vejo.
E o que vejo e o que sinto
São meus…
Carrego comigo.
Minha verdadeira fortuna…

(Silêncio)

Sou pobre, ainda…

Preciso mudar…

Apesar da música…
Apesar de ver o azul…
O azul, o branco, o verde,  o vermelho…
Como é bonito
ver as cores…
sentir a música…

Preciso mudar!
Preciso Querer mais…
preciso Sentir mais…
Para viver.

Mudar e continuar mudando…
Para continuar é preciso mudar…

A bagagem tão leve…
Tão sem história…
Passa desapercebida.

Vupt!
Se foi…
Sem mudança…
Sem reflexão…
Um momento…

O espaço entre os 2 pontos é
um momento, 
um instante tão pequeno, 
tão vazio se não existir mudança…


Minha vida…

obs.:
Este texto foi escrito por mim há uns 40 anos... encontrei perdido num livro dos tempos da faculdade... lendo, entendo o que sou agora e porquê sou como sou... minha visão de mundo daquela época me levou a ser o que sou...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A diversidade aumenta a efetividade na implementação de ideias ?

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A diversidade aumenta a efetividade na implementação de ideias ?
Basedo no artigo de Tomas Chamorro-Premuzic

Há uma diferença entre gerar idéias e implementar ideias. 
Embora a composição da equipe diversificada parece conferir uma vantagem quando se trata de gerar uma gama mais ampla de idéias originais e úteis, estudos experimentais sugerem que esses benefícios desaparecem quando a equipe é encarregada de decidir quais ideias selecionar e implementar, presumivelmente porque a diversidade dificulta o consenso . 
Uma meta-análise de 108 estudos e mais de 10.000 equipes indicaram que os ganhos de criatividade produzidos pela maior diversidade de equipes são interrompidos pelos conflitos sociais inerentes e déficits de decisão que as equipes menos homogêneas criam. 
Por conseguinte, seria sensato que as organizações aumentassem a diversidade em equipas centradas na  geração de ideias, e utilizem equipes mais homogêneas implementar essas ideias. 

Essa distinção reflete as competências psicológicas associadas ao processo criativo: o pensamento divergente, a abertura para a experiência e a mente errante são necessários para produzir uma grande quantidade de idéias originais, mas a menos que sejam seguidas de pensamento convergente, expertise e gerenciamento efetivo de projetos essas ideias nunca se tornarão inovações reais. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

País Medíocre, até quando?



ESTOU MUITO TRISTE! 
Clóvis Rossi tem razão: BRASIL UM PAÍS MEDÍOCRE:

"Em 2015, após 13 anos de governos supostamente pró-pobres, o Brasil estava assim: entre os 10 países mais desiguais do planeta…

Não são números do governo Temer, mas do governo Dilma, conforme informado ao Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, no caso da desigualdade, e conforme o sítio do Ministério de Desenvolvimento Social à época”

Se Não Houvesse Paralização Forçada dos Transportes Haveria Greve Geral?

Governo corrupto, partidos corruptos, povo manipulado e desinformado… 
Brasil é o paraíso dos LÍDERES SERVIDORES DE SI MESMOS.

Os governantes atuais (Temer e cia) não são a solução, muito menos os anteriores (Lula/Dilma e cia). 

Infelizmente, prevejo muito sofrimento antes do despertar de uma nova geração de governantes eficazes e de eleitores conscientes.

E como diria Fernando Pessoa:

"O homem saiu da Tabacaria (metendo troco no bolso das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu. “

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Postei, logo Existo

Lendo “A Sociedade do Espetáculo” do filósofo Guy Debord cheguei a conclusão que “Penso, logo existo” de Descartes pode ser substituído por “Postei (no Face), logo existo”.

Para aqueles que nunca leram Debord um pequeno trecho para reflexão.

"Toda vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de comunicação se anuncia como me imensa acumulação de espetáculos.
Tudo que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.

As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida e fundem-se num curso comum,  de forma que a unidade da vida não mas pode ser restabelecida.

A realidade considerada parcialmente reflete em sua própria unidade geral um pseudo mundo à parte, objeto de pura contemplação. A especialização das imagens do mundo acaba numa imagem automatizada, onde o mentiroso mente a si próprio. O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo.

O espetáculo é o mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.

Enquanto parte da sociedade,  o espetáculo concentra todo o olhar e toda consciência.  
Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão linguagem oficial da separação generalizada.

O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.

O espetáculo não pode ser compreendido como abuso do mundo da visão ou produto de técnicas de difusão massive de  imagens.

O Espetáculo é a a visão cristalizado do mundo."

As redes sociais mudaram o meu mundo…